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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Perdoar Osama Bin Laden...

...seria algo impensãvel?

Pois quem sabe deveria ser por aí?

Vejam:

Bin Laden está disposto a conversar com Obama, diz ditador líbio


da Folha Online

O líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, dá "sinais de estar aberto a conversar" com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse o ditador da Líbia, Muammar Gaddafi, em videoconferência com estudantes dos EUA.

Veja as imagens da posse
Leia a íntegra do discurso
Grandes desafios dos EUA
Veja a cobertura completa

Gaddafi recomendou o diálogo com Bin Laden, considerado o mentor dos ataques terroristas de 11 de Setembro contra os EUA. Na época, o republicano George W. Bush, sucedido por Obama, era o presidente dos EUA e, graças a uma reação rápida, sua popularidade chegou aos 90% após os ataques.

Gaddafi, cujo país foi retirado da lista americana de patrocinadores do terrorismo em 2006, aconselhou Obama a dar uma chance para que Bin Laden mude.

Em palestra aos alunos da Universidade de Georgetown, por meio de uma ligação via satélite a partir da Líbia, Gaddafi disse que Washington deve rever a sua forma de lidar com Bin Laden.

"O terrorismo é um anão, não um gigante. Osama bin Laden é uma pessoa a quem deve ser dada uma oportunidade para que mude para melhor", disse Gaddafi, por meio de um intérprete. "Talvez ele queira a paz."

O ditador não deu qualquer indicação de que tenha algum contato com Bin Laden ou que esteja atuando como um intermediário. "Talvez possamos ter um diálogo com ele e descobrir o motivo que o levou a essa direção", defendeu.

Ele também defendeu uma nova abordagem sobre o Taleban, o grupo fundamentalista islâmico que foi tirado do poder no Afeganistão por uma coalizão liderada pelos EUA. Ele disse que o grupo, que abrigou Bin Laden, "não é como tem sido retratado", e que Washington também deveria rever as suas opiniões sobre o grupo.

Terror

O próprio Gaddafi já foi listado como terrorista pelos EUA, considerado inimigo do país, chamado pelo ex-presidente Ronald Reagan de "Cachorro Louco do Oriente Médio". Em 1988, o governo líbio foi acusado de ter patrocinado a explosão de um avião com 270 passageiros, a maioria americanos, sobre a cidade de Lockerbie, na Escócia.

Mas as relações melhoraram durante o governo de George W. Bush, ao ponto de a secretária de Estado, Condoleezza Rice ter ido à Líbia e jantado com Gaddafi, em uma casa que foi bombardeada por aviões americanos em 1986.

Em outubro de 2008, o governo da Líbia entregou ao Departamento de Estado US$ 1,5 bilhão para ser divido entre 400 vítimas e parentes de pessoas atingidas pelos vários ataques terroristas atribuídos ao seu governo nos anos 80.

(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u493049.shtml)


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Alguém mais entende!

É assim que eu penso! Perdoar!

Americana que perdeu parentes em ataques na Índia diz que perdoa terroristas

colaboração para a Folha Online

A americana Kia Scherr, que teve o marido e a filha assassinados nos atentados em Mumbai, na Índia, no último dia 26, disse que perdoa os terroristas. A declaração foi dada nesta quinta-feira pela rede de TV americana CNN. Nos ataques, 196 pessoas morreram e cerca de 300 foram feridos.

"Nós precisamos mandar para eles [terroristas] o nosso amor, o perdão e compaixão", afirmou Kia que citou Jesus Cristo para expressar a tristeza. "Cristo já dizia: perdoe, eles não sabem o que fazem".

Saurabh Das/AP
Mulher vende balões em frente ao hotel Taj Mahal, um dos locais atingidos nos atentados que mataram 195 pessoas em Mumbai
Mulher vende balões em frente ao hotel Taj Mahal, um dos locais atingidos nos atentados que mataram 195 pessoas em Mumbai

Nos ataques, terroristas do grupo Mujahedin de Deccan --grupo desconhecido que assumiu a autoria dos atentados-- atingiram diversos pontos de concentração de turistas ocidentais. Os hotéis Taj Mahal e Oberoi Trident, além do aeroporto internacional, foram alguns alvos.

Explosões também foram registradas em outros pontos, como a estação de trem Chhatrapati Shivaji, uma das mais movimentadas da Índia, um cinema, delegacias, um hospital que atendia feridos nos ataques e o popular Café Leopoldo, muito freqüentado por turistas e gente de Bollywoody, a indústria cinematográfica indiana.

De acordo com o relato divulgado pela emissora, a mulher disse que os terroristas são "ignorantes e que estão encobertos por revolta e medo". "Nós precisamos mostrar que o amor é possível e que ele é capaz de vencer o medo. Essa é a minha escolha", disse a americana.

O marido Alan Scherr, 58, e a filha, Naomi Scherr, 13, estavam no grupo de 25 pessoas que viajaram para a Índia para um retiro de meditação espiritual. Autoridades disseram que o pai e a filha foram encontrados mortos em um restaurante do hotel Oberoi Tridente, onde o grupo estava hospedado.

Kia Scherr, que não estava na viagem, disse que está enfrentando "uma profunda tristeza e dor". O fundador do grupo de meditação, Charles Cannon, que estava com o marido de Kia nos ataques-- no hotel Oberoi Trident-- afirmou que Alan estava discutindo o próximo dia de atividades para o grupo quando foi baleado.


(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u475143.shtml)