quinta-feira, 29 de maio de 2008

O que fazer da vida?

Há quem só procure se divertir. Há outros que querem apenas satisfazer seus próprios desejos. Há os que querem se casar, constituir família, ter filhos... E há os que têm um IDEAL. Querem fazer alguma coisa pelas outras pessoas, pelo ambiente em volta, pelas condições de vida...

Vejam esta senhora, não lhes trás alguma inspiração?

Aposentada vende apartamento para construir escola em região de terremoto

da Efe, em Xangai

A professora aposentada Shen Cuiying, 61, decidiu vender seu apartamento em Xangai e doar os cerca de 4,5 milhões de iuanes que obterá por ele (US$ 648.700) para a construção de uma escola em Sichuan, a província mais castigada pelo terremoto de 12 de maio, informou a imprensa local.

O apartamento será vendido em um leilão organizado em Xangai um mês depois da catástrofe, no dia 12 de junho, informou o jornal "Shanghai Daily".

Shen vive em outro apartamento e doará seu apartamento, de 148 metros quadrados, que estava alugado.

A professora aposentada disse que tomou essa decisão após se sentir afligida pelas notícias das centenas de escolas que desmoronaram no terremoto com milhares de alunos e professores em seu interior.

"Meu filho já tem sua própria casa, e eu tenho uma pensão de 1.000 iuanes (US$ 144 dólares). Isso é suficiente para mim", declarou Shen, que cobrava oito vezes essa quantia pelo aluguel do apartamento.

A professora pretende financiar a construção de uma escola capaz de resistir a tremores de 8 graus na escala Richter, como o que devastou o sudoeste chinês no início do mês.

O último balanço das vítimas informa que mais de 68 mil pessoas morreram e outras 364 mil ficaram feridas com o tremor.

(da FolhaOnLine - http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u406531.shtml)

terça-feira, 27 de maio de 2008

Gente andando na contramão...

Acho que isto é um sintoma de que a sociedade automobilística está doente... Quantos casos já ocorreram? O que acontece com as pessoas? Querem se matar? Querem violar as regras? Querem sair da situação em que estão de alguma forma? Querem mostrar que são contra o sistema? Ou cada caso é um caso?

Mulher dirige na contramão pelo corredor norte-sul em SP


RACHEL AÑÓN
da Agência Folha

Uma bancária de 27 anos dirigiu por quase seis quilômetros na contramão por grande parte do corredor norte-sul, um dos corredores mais movimentados da cidade de São Paulo no começo da madrugada desta terça-feira.

A motorista do Volkswagen Polo azul entrou no sentido oposto da avenida 23 de Maio próximo ao prédio do Detran, no Ibirapuera (zona sul), e andou pelas avenidas Pedro Alvares Cabral, Rubem Berta e Moreira Guimarães, onde um bloqueio pouco antes da entrada da avenida dos Bandeirantes conseguiu barrá-la.

Um carro da polícia acompanhou a mulher durante todo o percurso.

Segundo um dos policiais que a acompanhou na viatura, ela desviou de quatro carros em movimento, além dos estacionados pela avenida. Um caminhão-tanque foi obrigada a desviar do carro bruscamente e quase capotou com a carga e ficou atravessado na pista.

Apesar da sirene ligada e os insistentes pedidos para parar, a bancária continuou o trajeto com o pisca-alerta ligado e a mão para fora do carro, balançando como se estivesse pedido para parar. Ao menos 20 carros da Polícia Militar auxiliaram no bloqueio.

De acordo outro policial que participou da barreira, ela demonstrava estar transtornada, mas não havia sinal de embriaguez.

A bancária foi internada no setor de psiquiatria do hospital São Paulo. O pai está no 27º DP (Campo Belo), mas não quis dar entrevista.

O comando da Polícia Militar disse que só se pronunciará oficialmente sobre o caso durante a manhã.

Na contramão

O caso é o sexto só neste ano. Na última quarta-feira (21), uma aposentada de 58 anos dirigiu por cerca de oito quilômetros na contramão na rodovia dos Imigrantes, em pleno horário de pico da descida para o litoral de São Paulo durante o feriado. Em depoimento à polícia, a professora alegou que não tinha dinheiro para pagar o pedágio, no valor de R$ 15,40.

Em Franca, três pessoas morreram e oito ficaram feridas num acidente causado por um carro que trafegava na contramão em plena rodovia Candido Portinari, em abril.

Em fevereiro, o bancário Cleber Rodrigues dirigiu quatro quilômetros na contramão da Castelo Branco antes de se chocar com um caminhão e perder a vida. Um mês depois, um ônibus entrou na contramão na Bandeirantes, chocou-se com um Corsa e matou os dois ocupantes.

O estudante e administrador Gustavo Henrique de Oliveira Bittencourt, 22, foi acusado de dirigir na contramão e matar o empresário Fernando Félix Paganelli de Castro em fevereiro, em Belo Horizonte (MG).

Na ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, na zona sul, um motorista desceu de ré pela contramão quando o carro onde ele estava quebrou sobre a via, neste mês.


(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u405698.shtml)

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Dólar fraco afeta o petróleo

É o dólar fraco + especulação que fazem a coisa toda degringolar!

Dólar fraco afeta o petróleo
Por A. F. Alhajji
23/05/2008


Em todo o mundo, reina um lamento angustiado em torno do alto preço do petróleo. Mas, se os líderes políticos e os formuladores de política querem preços de petróleo mais baixos, deveriam promover políticas que fortalecem o dólar.


As implicações de se fixar o preço do petróleo em alguma moeda comum são de muito maior alcance do que pensa a maioria das pessoas. Por exemplo, alguns países produtores de petróleo pedem que seus clientes paguem em euros, mas isso não significa que o preço do seu petróleo é fixado em euros. Além disso, mesmo se o preços em dólar fossem substituídos por preços em euro, o impacto da determinação do preço em uma moeda única sobre o mercado do petróleo seria o mesmo.


Embora os países exportadores de petróleo recebam suas receitas em dólares (ou seu equivalente em euro), eles usam moedas diferentes para importar bens e serviços de vários países. Qualquer mudança na taxa de câmbio do dólar afeta o poder de compra desses países e, portanto, sua renda real.


Da mesma forma, as companhias de petróleo internacionais vendem a maioria do seu petróleo em dólares, mas atuam em vários países e pagam parte dos seus custos em moedas locais. Qualquer mudança no valor do dólar, portanto, afeta sua estrutura de custo e rentabilidade. Ela afeta, por sua vez, o reinvestimento em exploração, desenvolvimento e manutenção.


A relação entre o valor do dólar e os preços do petróleo é muito complexa. Apesar de ambos poderem interagir para produzir um ciclo vicioso, seu relacionamento de curto prazo é diferente do seu relacionamento de longo prazo.


No curto prazo, a depreciação do dólar não afeta a oferta e a demanda, mas afeta a especulação e o investimento nos mercados futuros de petróleo. Enquanto o dólar cai, as matérias-primas - incluindo o petróleo - atraem investidores. Investir em mercado futuro torna-se ao mesmo tempo uma proteção contra um dólar enfraquecido e um veículo de investimento que pode render lucro substancial, especialmente num ambiente de escassez dos excedentes na capacidade de produção de petróleo, aumento da demanda, queda nas taxas de juros, mercado imobiliário recessivo e crise no setor bancário.



No curto prazo, a depreciação do dólar não afeta a oferta e a demanda, mas a especulação e o investimento nos mercados futuros de petróleo


A Opep pode estar certa em responsabilizar as políticas dos EUA e os especuladores pelos preços mais altos. Também é certo que, se a Opep tivesse excesso de capacidade produtiva, já a teria usado para expulsar os especuladores e reduzir os preços. A Opep pode retomar o controle com uma de duas formas: usar a sua "declarada" capacidade produtiva excedente para expulsar especuladores, ou usar os seus superávits financeiros para anulá-los. O recurso à última opção significa que, mesmo sem a capacidade excedente, a Opep ainda pode ocupar o assento do motorista.


No longo prazo, porém, a análise estatística de diversas variáveis da indústria petrolífera indica que um dólar mais fraco afeta a oferta, reduzindo a produção, independente de o petróleo ser ou não pertencente a, ou produzido por companhia nacionais ou internacionais. Um dólar fraco também afeta a demanda, aumentando a produção. O resultado de uma diminuição na oferta e um aumento na demanda é preços mais altos.


O dólar mais baixo também reduz o poder de compra dos exportadores de petróleo. Se os preços nominais do petróleo permanecerem constantes enquanto o dólar cair, a renda real dos países produtores de petróleo cairá, resultando em menos investimento em capacidade produtiva adicional e manutenção. O mesmo se aplica para as companhias petrolíferas. Conseqüentemente, os preços do petróleo aumentam.


De fato, devido ao aumento dos preços do petróleo em meio à queda do dólar, a expansão da capacidade produtiva das petrolíferas não conseguiu corresponder às projeções para a produção fora da Opep nos três últimos anos. Mesmo a produção de petróleo nos EUA não se equiparou ao aumento nos preços do petróleo, já que os custos crescentes de importação de ferramentas e equipamentos - em parte um reflexo da debilidade do dólar e de outros fatores - provocaram adiamentos e cancelamentos de projetos.


É claro, o dólar mais baixo significa petróleo mais barato na Europa, Ásia e em todos os países com moedas que se valorizaram. Os preços do petróleo atingiram recordes nos EUA em 2004 e 2005, mas não na Europa, o que explica em parte por que o crescimento econômico lá não foi afetado. Quando os americanos pagavam US$ 120 por barril, os europeus desembolsavam apenas aproximadamente US$ 76 por barril.


Vários fatores impediram que os preços do petróleo afetassem a demanda por derivados de petróleo nos EUA nos anos recentes, como os crescentes gastos do governo, baixas taxas de juros, benefícios fiscais e um aumento nas rendas reais. Certamente, o dólar mais fraco obrigou algumas famílias americanas a passar as suas férias nos EUA, em vez de viajarem à Europa. Considerando que muitos americanos usam veículos esportivos que desperdiçam gasolina em suas férias, a demanda pelo combustível tem se mantido elevada.


A menos que, e até que os padrões de consumo dos EUA mudem, ou que um dólar em recuperação aumente a produção do petróleo, os americanos suportarão o impacto da fixação do preço do petróleo em moeda única.


A. F. Alhajji é economista especializado no setor energético e professor na Ohio Northern University. © Project Syndicate/Europe´s World, 2008. www.project-syndicate.org
( da ValorOnLine - http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/opiniao/Dolar+fraco+afeta+o+petroleo,08235,,58,4943865.html)

terça-feira, 20 de maio de 2008

The yankees are crazy - Os yankees são loucos, neuróticos!

Os deputados norte americanos são malucos! Neuróticos! Asterix e Obelix têm razão! Fazem-me rir! LOL, LOL, LOL! Vejam essa:

Representantes dos EUA aprovam lei que proíbe Opep de fixar preços do petróleo


da Folha Online

Atualizado às 15h26

A Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos EUA aprovou nesta terça-feira uma lei que permite ao Departamento de Justiça processar os países da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) por limitar a oferta de petróleo e por fixar os preços da commodity. A Casa Branca, no entanto, deve vetar a medida.

A medida submeteria os países do cartel --entre eles Venezuela e Irã, com quem os EUA têm relações difíceis-- às mesmas leis antitruste que regulam as operações das empresas americanas.

A lei também cria uma força-tarefa do Departamento de Justiça para investigar o movimento dos preços da gasolina e a manipulação do mercado de energia.

A lei foi aprovada por 324 votos contra 84 --o que seria uma vantagem suficiente para derrubar um veto presidencial.

"Essa lei garante que os preços do petróleo refletirão as regras econômicas de oferta e demanda, ao invés de atividades altamente especulativas e, talvez, até ilegais", disse à agência de notícias Reuters o representante democrata Steve Kagen, do Estado do Wisconsin (centro-norte dos EUA).

A Casa Branca se opõe à lei, dizendo que atingir os investimentos da Opep nos EUA poderia levar a medidas retaliatórias contra os interesses americanos nos países-membros da organização e a uma redução na oferta de petróleo para as refinarias americanas.

Com menos petróleo nas refinarias, os preços da gasolina poderiam subir ainda mais --o preço médio do galão (3,785 litros) está perto de US$ 4 no país.

O Senado ainda tem de votar a lei.

O barril da commodity atingiu hoje na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês) a marca recorde de US$ 129,60. A volatilidade do preço do barril hoje ganhou força devido ao fato de ser o dia em que expira o contrato atual de referência, o de entrega dos barris em junho. Os fatores de mais relevância, no entanto --a desvalorização do dólar e o risco de escassez da commodity no mercado mundial, devido à pressão da demanda principalmente por parte de países asiáticos--, continuam a afetar as cotações.

Arábia Saudita

Na semana passada, o governo saudita decidiu atender pedidos de clientes e elevar sua produção. 'Devido a pedidos de 50 de nossos clientes, em sua maioria dos EUA, aumentamos nossa produção em 300 mil barris, com o que a produção do reino será em junho próximo de 9,45 milhões de barris diários', disse o ministro do Petróleo saudita, Ali bin Ibrahim al Naimi. O aumento da produção foi tratado pelo presidente dos EUA, George W. Bush, e pelo rei saudita, Abdullah bin Abdul Aziz.

O presidente da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Chabik Khelil, considerou improvável, no entanto, um aumento de produção pelos países-membros na reunião regular do grupo em setembro. "Não penso que haverá uma decisão [da Opep] de elevar sua produção", disse ontem.

No sábado (17), o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que o aumento não é suficiente para baixar os preços, e quer buscar novas reservas em seu país. "Nosso problema nos EUA será resolvido se apostarmos de forma exaustiva na prospecção de novas reservas nacionais, na capacidade de refinar, na promoção da energia nuclear, e se continuarmos nossa estratégia para o desenvolvimento de energias alternativas", disse.

O banco de investimentos Goldman Sachs avalia que o barril deve chegar a US$ 141 no segundo semestre deste ano, citando "estreitas condições de fornecimento" e que as tendências para os preços "continuam a ser de alta". O mesmo banco já havia previsto que espera o barril de petróleo atinja US$ 200 dentro dos próximos dois anos, como parte de uma disparada provocada por dificuldades na ampliação da oferta mundial do produto.

(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u403775.shtml)

Melhor dizendo: eles não são malucos, não! Eles devem ter algum outro problema: debilidade mental, idiotice... Acham que são o que?



quarta-feira, 14 de maio de 2008

Marina Silva

Saiba mais sobre Marina Silva

da Folha Online

A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) entregou nesta terça-feira seu pedido de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ela vinha entrando em conflitos com outros ministérios, como a Casa Civil e a Agricultura, em casos e questões que opõem proteção ambiental a interesses econômicos.

Sérgio Lima/Folha Imagem
Marina Silva deixa Meio Ambiente após divergências com Casa Civil e Agricultura
Marina Silva deixa Meio Ambiente após divergências com Casa Civil e Agricultura

Marina começou sua carreira política militando nas CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), ligada à Igreja Católica.

Em 1988, foi eleita vereadora de Rio Branco (AC). Dois anos depois, se elegeu deputada estadual e, em 1994, aos 36 anos, chegou ao Senado Federal como a mais jovem senadora do país.

Ex-seringueira ligada a movimentos ecológicos da região amazônica, Marina Silva foi indicada como ministra do Meio Ambiente em 2002, no primeiro mandato do presidente Lula. No mesmo ano, foi reeleita para o Senado.

Marina Silva se filiou ao PT em 1985 e lançou sua candidatura para deputada federal para ajudar o líder seringueiro Chico Mendes, morto em 1988, que era candidato a deputado estadual. Apesar de estar entre os cinco mais votados, nem ela nem Chico Mendes se elegeram.

Formada em História pela Universidade Federal do Acre, em 1985, Marina aprendeu a ler já adolescente ao se mudar para Rio Branco onde foi tratar uma hepatite. O Seringal Bagaço, a 70 km de Rio Branco, onde nasceu, não havia escolas.

O sonho de ser freira foi derrubado pela militância política. Na universidade, entrou para o PRC (Partido Revolucionário Comunista), grupo semi-clandestino que fazia oposição ao regime militar.


Depois de formada, começou a dar aulas de história e participar do movimento sindical dos professores. Junto com Chico Mendes, em 1984, fundou a CUT (Central Única dos Trabalhadores) no Acre.
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(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u401435.shtml)





Adeus ministra Marina! Adeus esperança!

E ainda tem gente que fica feliz com a saída da Marina do Ministério... Gente estúpida e ignorante!

Veja repercussão da renúncia de Marina Silva na imprensa internacional


A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) entregou nesta terça-feira (13) o seu pedido de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na carta, Marina reclama da resistência que enfrentou no governo e da falta de sustentação política. "As difíceis tarefas que o governo ainda tem pela frente sinalizam que é necessária a reconstrução da sustentação política para agenda ambiental", diz Marina, na carta.

Veja a seguir a repercussão da renúncia da ministra na imprensa internacional.

Reprodução
BBC
BBC

BBC
Ministra da Amazônia brasileira renuncia

A ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, uma ferrenha defensora da floresta amazônica, renunciou ao cargo.

Em uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ela disse que a decisão é "pessoal e irrevogável".

Ela também se referiu a dificuldades que enfrentou "por algum tempo" na implementação da agenda ambiental do governo.

Ativistas e ambientalistas disseram que a renúncia dela é um grande retrocesso para a floresta amazônica no Brasil.

"O Brasil está perdendo a única voz no governo que falava pelo ambiente", disse Sérgio Leitão, diretor de política pública para o Greenpeace no Brasil.

"A ministra está saindo porque a pressão sobre ela por ter adotado as medidas que adotou contra o desmatamento se tornaram intoleráveis", disse.

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The New York Times
The New York Times

New York Times
Ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, renuncia

A renomada defensora da floresta tropical Marina Silva renunciou ao cargo de ministra do Meio Ambiente do Brasil, alegando que não tinha o apoio político necessário para proteger a Amazônia.

Ela disse que deixaria o cargo e voltaria a seu posto no Senado para reconstruir seu apoio político e defender as causas ambientais brasileiras.

A indicação de Marina Silva pelo presidente após a eleição em 2002 trouxe uma estrela ambiental universalmente conhecida para sua equipe. Sua renúncia põe fim a seis meses turbulentos durante os quais ela freqüentemente se debateu com o lobby brasileiro por desenvolvimento na floresta tropical amazônica.

Reprodução
International Herald Tribune
International Herald Tribune

International Herald Tribune
Ministra do Meio Ambiente do Brasil renuncia, alegando falta de apoio político para salvar a Amazônia

Marina Silva disse que deixou o cargo devido às "dificuldades que tenho enfrentado na consecução da agenda ambiental do governo".

A saída dela também deixou os ambientalistas lamentando a perda, dizendo que perderam sua maior aliada na luta contra a crescente destruição da floresta conhecida como "pulmões do mundo".

Marina não deu detalhes e não culpou o presidente Luiz Inácio da Silva em sua carta de renúncia, segundo o serviço oficial de notícias Agência Brasil.

Reprodução
All Headline News
All Headline News

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Ambientalista Marina Silva renuncia a cargo no governo

O presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] enfraqueceu a ministra com a concessão de projetos de infra-estrutura ao retirar as responsabilidades do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis) pela concessão de licenças ambientais no ano passado.

Frank Guggenheim, diretor-executivo do Greenpeace no Brasil, descreveu a ministra como o "anjo da guarda ambiental", e disse que "o ambiente no Brasil agora está órfão".

"Durante minha trajetória, Vossa Excelência foi testemunha da crescente resistência encontrada por nossa equipe em setores importantes do governo e da sociedade", disse a ministra em carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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AP - Marina Silva
AP

Associated Press
Ministra do Meio Ambiente do Brasil renuncia

Marina Silva foi amiga do mais renomado ativista da floresta amazônica no Brasil, Chico Mendes, que foi mortos a tiros em 1988 no Estado do Acre. Ela ganhou fama por estabelecer condições difíceis para a obtenção de licenças ambientais e para derrubada de árvores.

A posição dela era antagônica em relação à dos ministros pró-desenvolvimento dentro do atual governo, que procuram impulsionar o crescimento econômico com commodities agrícolas freqüentemente cultivadas em áreas de floresta desmatadas. Circulavam rumores de que o presidente Lula queria demiti-la, mas temia que ela ganhasse status de mártir como ambientalista.

Reprodução
Reuters
Reuters

Reuters
Defensora da Amazônia deixa posto no governo no Brasil

A ministra do Meio Ambiente do Brasil, celebrada como uma defensora do ambiente mas desprezada pelos poderosos grupos agrícolas, renunciou nesta terça-feira após perder disputas-chave em seus esforços para proteger a floresta amazônica.

A renúncia de Marina Silva deve reforçar a visão de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está mais preocupado com o desenvolvimento econômico do que com a conservação, no momento em que a exportação de commodities alimenta o crescimento do Brasil.

"A renúncia dela é um desastre para a administração Lula. Se o governo tinha alguma credibilidade em questões ambientais, isso se devia a Marina Silva", disse José Maria Cardoso da Silva, presidente para a América do Sul do grupo Conservation International.

(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u401727.shtml)

Mais:
Algumas opiniões de leitores da Folha de São Paulo sobre a saída da Marina:

Marina Silva

"Ninguém neste país teve uma trajetória de vida como a da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva. Mulher experimentada no trabalho, no sofrimento, que só aprendeu a ler pelo antigo Mobral -- por ironia um movimento criado pela ditadura militar.
Lula está muito longe de ter passado o que Marina passou. Lula está muito distante da pureza de Marina. O passado da ex-ministra é de lutas e dificuldades, mas de grandes vitórias. Ela é um ícone na história do país, e sua vida merece um livro. Nunca usou de violência, nem de movimentos com utilização de armas. Marina é forte e doce. Mulher de fé. Como não somos perfeitos, seu erro foi dividir em demasia o Ibama, especialmente com a criação do Instituto Chico Mendes, que só vai onerar as despesas. Mas Marina é superior a tudo isso.
Mulher por mulher, Marina Silva para presidente."

GUILHERME GOMES DE SOUZA (Cachoeiro de Itapemirim, ES)

*

"Lula não tem por que se 'irritar', e o Planalto não tem de que reclamar. Marina Silva 'espetacularizou' muito pouco. Poderia e talvez devesse ter 'espetacularizado' muito mais, convocando imprensa nacional e estrangeira, Greenpeace, WWF, Conservação Internacional etc. e sair atirando. Em vez disso, até na saída foi leal a Lula, lealdade a que, exceto quando lhe convinha posar de 'neoverde' lá fora, ele só respondeu com desfeitas e humilhações públicas. Para ser coerente com seu 'crescimentismo' (a doença senil do keynesianisno), Lula deveria, na impossibilidade partidária de convidar Ronaldo Caiado, oferecer a seu ex-ministro Roberto 'Monsanto' Rodrigues a pasta vazia, em todos os sentidos do adjetivo. A 'bancada ruralista' e seus mentores aplaudiriam em peso, e o caixa para 2010 ficaria desde já bem polpudo."

CARLOS MARTINS (Rio de Janeiro, RJ)

*

"'Ideológica' é como seus detratores (madeireiros, agricultores etc.) a acusam. Como se eles também não fossem ideológicos. Marina Silva foi uma guardiã da vida. Seus mais próximos talvez a critiquem por não ter jogo de cintura política. PIB versus vida na terra é a grande contradição que a pós-modernidade trás. Muito mais cedo do que se pensa isso ficará bem claro. Mas será tarde."

ANTONIO NEGRÃO DE SÁ (Rio de Janeiro, RJ)

*

"A saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente é um péssimo presságio para a região amazônica.
Muito em breve aquelas imagens tenebrosas, mostrando os leitos de rios banhados com toras de madeiras extraídas de forma ilegal, voltarão aos noticiários.
Enquanto ministra, Marina fez o que pôde, tentando evitar ou amenizar o desmatamento. Mas sozinha, lutando contra um bando de facínoras que encontra respaldo e até incentivo em todos os lados, não há como resistir. Merece os parabéns por ter ido longe demais."

HABIB SAGUIAH NETO (Marataízes, ES)

(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/paineldoleitor/ult3751u401970.shtml)

Até quando? Mundo teme pelas vítimas do ciclone em Mianmar

Até quando, meu Deus?

Mundo teme pelas vítimas do ciclone em Mianmar

AUNG HLA TUN - REUTERS

YANGON - A preocupação mundial com as cerca de 1,5 milhão de vítimas do ciclone Nargis agravou-se na terça-feira, quando a ONU e potências ocidentais sugeriram que o regime militar pode estar roubando a ajuda humanitária enviada.

Além disso, a forte chuva no delta do rio Irrawaddy torna ainda mais lenta a distribuição de alimentos e outros gêneros essenciais a centenas de milhares de desabrigados.

Especialistas dizem que só 10 por cento da ajuda necessária está sendo distribuída, e críticos dizem que o regime militar deveria se empenhar mais -- inclusive permitindo o acesso de estrangeiros à área do desastre, onde até 100 mil pessoas morreram.

Michele Montas, porta-voz da ONU, disse a jornalistas em Nova York que a entidade está preocupada com a hipótese de os alimentos estarem sendo desviados na antiga Birmânia para pessoas que não foram vitimadas pelo ciclone.

O embaixador britânico na ONU, John Sawers, fez eco a esses rumores, embora tenha admitido que não há provas. França, Estados Unidos e União Européia pediram que a junta militar autorize a entrada de mais funcionários humanitários estrangeiros. A Espanha disse que recusar ajuda é um crime contra a humanidade.

A França disse ter apoio da Grã-Bretanha e da Alemanha para propor no Conselho de Segurança da ONU uma resolução que autorize o envio de ajuda mesmo sem a autorização do governo birmanês.

"Pedimos que [o conceito de] 'responsabilidade de proteger' seja aplicado no caso da Birmânia", disse o vice-ministro francês para Direitos Humanos, Rama Yade.

O conceito de "responsabilidade de proteger" foi introduzido em 2005 por uma resolução da ONU, para ajudar vítimas de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade, mas não em caso de desastre natural.

Uma autoridade britânica disse que seria positivo discutir sua eventual aplicação neste caso, mas considera que uma resolução nesse sentido seria reprovada, devido às objeções de Rússia e China.

MAIS AVIÕES

Um dia depois da chegada do primeiro avião norte-americano com ajuda, um cargueiro militar australiano pousou em Yangon, maior cidade do país, transportando 31 toneladas de mantimentos.

Mais dois vôos dos EUA chegaram na terça-feira, como parte de um esforço para buscar a confiança dos generais birmaneses.

Onze dias depois da tragédia, desabrigados se amontoam em escolas e mosteiros budistas de todo o delta do Irrawaddy. Muitas aldeias, que já eram miseráveis, estão completamente destruídas.

"Onde estou agora há mais de 10 mil desabrigados e está chovendo muito", disse Bridget Gardener, da Cruz Vermelha Internacional, uma dos poucos profissionais humanitários autorizados a visitarem a região.

A TV estatal disse que seis barcos com 500 toneladas de produtos zarparam na terça-feira de Yangon em direção ao delta.

Um empresário de Yangon que voltou de uma missão pessoal de ajuda em Bogalay, uma cidade onde houve pelo menos 10 mil mortes, disse à Reuters que os soldados estão se apropriando da ajuda que chega.

"Ainda há algumas aldeias nas áreas mais atingidas aonde ninguém chegou", disse o homem. "Em torno de Bogalay, doadores privados não são autorizados a distribuir sua assistência às vítimas por conta própria. Tivemos de entregar tudo o que tínhamos."

(Reportagem adicional de Louis Charbonneau, nas Nações Unidas, Carmel Crimmins, em Bangcoc; David Brunnstrom e Ingrid Melander, em Bruxelas)


(de http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid172199,0.htm)