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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Futuro... Que futuro?

Exército do futuro será composto de robôs, afirma especialista
da France Presse, em Long Beach


Os robôs formarão os
exércitos do futuro e, em função de sua natureza, serão configurados para
fazer
o "trabalho sujo", afirmou Peter Singer, especialista em temas
militares,
falando no Salão de Tecnologia, Entretenimento e Design (TED, na
sigla em
inglês) em Long Beach, Califórnia, na quarta-feira (4).
Singer
afirmou que,
ao mesmo tempo em que o uso de robôs nas batalhas salvará a
vida do pessoal
militar, também vai endurecer o caráter das guerras, porque
serão usadas
máquinas sem emoções, encarregadas de fazer o trabalho sujo de
um soldado. O
especialista afirmou também que unidades militares americanas
serão metade
máquinas e parte humanas até 2015.
Imad al Khozai
/Reuters
Robô controla
bomba em operação no Iraque; exército terá mais
androides, diz especialista
O
exército dos EUA já recruta soldados usando
um videogame de guerra
especializado. Alguns controles de armas de verdade
copiam designs de comandos
de consoles de jogos populares. Além disso,
aviões teleguiados e robôs
portadores de bombas já são comuns nos campos de
batalha.
"Os Estados Unidos
estão à frente da robótica militar, mas essa
tecnologia não é uma vantagem
exclusiva. Temos a Rússia, a China, o
Paquistão e o Irã trabalhando em robôs
militares", informou.
"O que
significará ir à guerra com soldados americanos
cujo 'hardware' é fabricado
na China e cujo software é fabricado na Índia?",
questionou ainda o
analista, membro da equipe de pesquisa militar do Instituto
Brookings.
Segundo o especialista, o terrorismo também poderá fazer uso dos
robôs,
o que levanta uma questão "preocupante". "Não é preciso convencer um robô
de
se explodir dizendo que ele terá 72 virgens quando morrer e chegar ao
Paraíso", afirmou.



(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u499605.shtml)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Diálogo, já! Chega de mortes, de guerras de massacres!

Isto vale para a Colômbia, para os EUA e para Israel.

Paz!

Ex-governador solto pelas Farc critica Uribe e pede acordo

JOSÉ MIGUEL GÓMEZ - REUTERS

VILLAVICENCIO, COLÔMBIA - Um político colombiano que passou mais de sete anos se esquivando de bombas jogadas pelos militares contra seu cativeiro na selva disse na terça-feira, logo após ser libertado pelas Farc, que o presidente Álvaro Uribe em nada contribuiu com o fim do seu drama.

Alan Jara, ex-governador do Departamento do Meta, foi capturado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 2001, depois de inaugurar uma ponte, e deixou o cativeiro na terça-feira, por iniciativa da guerrilha, numa operação humanitária que teve apoio logístico do Brasil.

"De todo coração sinto que o presidente Uribe não fez nada para garantir nossa liberdade", disse Jara, de 51 anos, logo depois de pousar no aeroporto de Villavicencio,após ser resgatado no meio da selva. Ele foi o quinto refém libertado pela guerrilha em menos de uma semana.

As Farc ainda mantêm consigo 22 reféns políticos, que o grupo pretende trocar por cerca de 500 guerrilheiros presos. "Um acordo humanitário é a única forma possível de salvar as vidas dos que ainda está lá", disse Jara.

Em quase sete anos de governo, Uribe recebeu bilhões de dólares dos EUA para combater a guerrilha e o narcotráfico. Bogotá recusa-se a desmilitarizar uma área onde seria negociada a troca de prisioneiros, conforme exigem as Farc.

Jara disse que temeu pela sua vida em pelo menos quatro ocasiões, quando o Exército colombiano bombardeou o acampamento onde ele estava.

"As bombas caíam muito perto de nós", disse ele, sentado ao lado da esposa, Claudia, e do filho de 15 anos. "Na selva, o mundo está de ponta-cabeça, os rebeldes me protegiam e o Exército me alvejava (...). O medo não era de que os rebeldes me matassem, e sim o Exército."

Jara disse ainda aos jornalistas que os sequestradores preferiam matar os reféns a vê-los resgatados pelo governo. Mas afirmou que não foi maltratado, embora sofresse com a umidade da floresta e com as longas caminhadas.

Para evitar fugas, Jara era acorrentado pelos tornozelos. Ele contou que dois companheiros de cativeiro passaram dois anos acorrentados um ao pescoço do outro, como punição.

O ex-governador contou ainda que conseguia acompanhar o calendário pelo cardápio do jantar. "Dá para dizer que dia é dependendo de ser macarrão ou lentilha. Se havia arroz e feijão, então no dia seguinte era arroz com ervilhas." Às vezes, contou ele, a refeição era incrementada por tatus, macacos ou gatos caçados pelos guerrilheiros.

Analistas dizem que as Farc ofereceram a libertação de seis reféns -- um ex-deputado regional ainda deve ser solto -- porque querem melhorar sua imagem internacional e criar condições para uma negociação, depois dos duros golpes sofridos no último ano, como a morte de dirigentes e a deserção de milhares de combatentes.

Jara disse, no entanto, que milhares de jovens continuam aderindo às Farc. "A única solução é política", disse ele. "As Farc não foram derrotadas por nenhum meio. Não sei que percepção há por aí, mas na selva há muitos (guerrilheiros), a maioria deles jovens, e para mim a única forma de sair disso tem de ser por meio de negociações."

(Reportagem adicional de Alonso Soto)

(de http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ex-governador-solto-pelas-farc-critica-uribe-e-pede-acordo,318113,0.htm)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Erros, erros e mais erros...

Aí está:
"Devemos responder ao terrorismo pelo triunfo do Estado de Direito". É isso aí. Não com mortes de civis, seqüestros ilegais e prisões do tipo Guantánamo...

Europa

Quinta-feira, 15 de janeiro de 2009, 05:24 | Online

'Guerra ao terror' foi errada, diz chanceler britânico

Ministro de Relações Exteriores rejeita noção de que combate seja feito somente por meios militares

Agência Estado e Dow Jones

LONDRES - O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, declarou que a ideia de uma "guerra ao terror" foi "enganosa e errada", numa crítica aberta a um tema-chave da política externa do presidente dos EUA, George W. Bush. Num artigo publicado na edição desta quinta-feira, 15, do jornal britânico The Guardian, Miliband disse que a expressão "guerra ao terror" transmitiu a ideia de um inimigo unificado, personificado por Osama bin Laden e pela Al-Qaeda, e também encorajou uma resposta basicamente militar a problemas cuja solução os principais generais admitiam que o Ocidente não poderia encontrar.

"A realidade é que as motivações e identidades dos grupos terroristas são díspares", escreveu Miliband, que está na Índia. "Quanto mais colocamos juntos os grupos terroristas e traçamos as linhas de batalha como uma simples luta binária entre moderados e extremistas, ou bem e mal, mais fazemos o jogo dos que querem unificar grupos que pouco têm em comum", acrescentou.

Miliband rejeitou a noção de que o combate ao extremismo violento só pode ser feito por meios militares. "Como o general (David) Petraeus (dos EUA) disse para mim e para outros no Iraque, a coalizão não poderia resolver os problemas de insurgência e guerra civil".

Ele argumentou que apenas a cooperação entre os Estados pode quebrar as redes terroristas. Miliband observou que, se Índia e Paquistão puderem resolver a disputa pelo Caxemira, os extremistas da região ficarão sem um de seus principais apelos em favor da luta armada.

O ministro britânico acrescentou que os países democráticos não devem abandonar seus valores, citando o campo de detenção militar de Guantánamo, em Cuba. "Devemos responder ao terrorismo pelo triunfo do Estado de Direito, não o subordinando, para que ele seja o pilar da sociedade democrática."

(de http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,guerra-ao-terror-foi-errada-diz-chanceler-britanico,307550,0.htm)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

"You shall not kill/murder." - "Não matarás" Exodus 20:13

A morte levada à escala (?)... Nem sei adjetivar. Triste. "Mas só não se esqueçam da rosa, da rosa. Da rosa de Hiroshima estúpida inválida."

Where is the commandment from Exodus 20:13?

06/08/2008 - 02h53


Em ato de memória, Hiroshima pede fim de armas atômicas

da France Presse, em Hiroshima

A cidade japonesa de Hiroshima lembrou nesta quarta-feira sua tragédia atômica 63 anos após o lançamento da bomba nuclear americana e pediu que os Estados Unidos eliminem seu armamento nuclear.

Ao menos 45 mil pessoas, entre elas o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, se reuniram diante do monumento aos mortos pela bomba atômica, nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial.

A multidão começou a rezar às 8h15, na mesma hora em que em 1945 a bomba lançada pelos Estados Unidos atingiu a cidade, matando 140 mil pessoas.

O prefeito de Hiroshima, Tadatoshi Akiba, lembrou em seu discurso que os Estados Unidos são um dos três países que rejeitaram a proposta do Japão na ONU para a abolição das armas nucleares.

"Apenas podemos esperar que o presidente que será eleito nos Estados Unidos em novembro próximo escute atentamente a maioria, para qual a principal prioridade é a sobrevivência humana".

Akiba também lamentou que os efeitos da explosão atômica nas mentes dos sobreviventes tenham sido subestimados durante décadas.

Três dias após o bombardeio de Hiroshima, os Estados Unidos lançaram uma segunda bomba nuclear, sobre Nagasaki, matando outras 70 mil pessoas.

O Japão se rendeu no dia 15 de agosto, pondo fim à guerra, e desde então é uma nação oficialmente pacifista.


(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u430103.shtml)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Algo que deve ser visto: sobre o absurdo das guerras.

Qualquer povo que entra em uma guerra corre o risco de ver seus soldados (que não passam de homens, mas muitos ficam aquém: agem como animais) se comportarem de maneiras que farão o conceito do país cair.

Os filmes abaixo ("Pecados de Guerra" e "Redacted") merecem ser vistos. Para que, os que não tem consciência do que é a guerra, acordem...

Diário trágico
Por Carlos Helí de Almeida, para o Valor, de Veneza
25/07/2008

AP
Brian De Palma: O filme deixa o espectador consciente de que está assistindo a uma dramatização da realidade, mas também sugere que as pessoas vão acabar acreditando no que vêem
Dezoito anos atrás, "Pecados de Guerra" chegou aos cinemas como uma proposta de reflexão sobre as atrocidades cometidas durante a longa campanha americana no Vietnã (1959-1975). Nas palavras do diretor Brian de Palma, "uma tragédia sem sentido", que não deveria se repetir. O filme tomava como ponto de partida o rapto, seguido de abusos sexuais, de uma jovem vietnamita por um grupo de soldados americanos. Incidente parecido, real e recente, inspirou De Palma a voltar ao tema em "Redacted", que chega ao Brasil neste fim de semana. Rodado em vídeo de alta definição como parte de um projeto da HDnet Films, o filme usa diversas mídias audiovisuais - diários em vídeo, documentários, blogs pessoais, câmeras de vigilância, telejornais e videoconferências - para potencializar o horror de outro Vietnã, o do Iraque, ainda em curso. Com Redacted, o cinema do 11 de Setembro alcança um novo nível de persuasão.


"Estamos, nós, americanos, condenados a repetir a história? " - pergunta De Palma em entrevista ao Valor, durante o Festival de Veneza, de onde saiu com o prêmio de melhor direção. "O fato é que o que ocorre no Iraque chega aos Estados Unidos filtrado pela grande mídia, pelos infomerciais do governo Bush. Na época do Vietnã, eu encontrava em revistas estrangeiras relatos e fotos das coisas terríveis que aconteciam por lá, os vietnamitas massacrados, nossos soldados feridos, muitos deles trazidos de volta para os Estados Unidos dentro de sacos plásticos pretos. Isso não acontece em relação com a guerra do Iraque. Mas se você entrar na internet, ler os blogs dos soldados ou ver as fotos que são postadas lá, vai ter uma história completamente diferente. Espero que as imagens de 'Redacted', por mais violentas que sejam, sensibilizem o povo e os congressistas americanos e ajudem a parar essa guerra."


Autor de filmes em que o voyeurismo e a violência são peças-chave, como "Dublê de Corpo" (1984) e "Scarface" (1983), De Palma parece ter encontrado nas conseqüências da campanha americana no Iraque o tema de seus sonhos. "Redacted" tem como ponto de partida o crime, ocorrido em 2006 na cidade de Samarra, no qual um grupo de soldados americanos estuprou, matou e ateou fogo a uma iraquiana de 15 anos, depois de assassinar sua família. Dois dos envolvidos já foram sentenciados à pena de morte. O crime teve repercussão limitada fora do Iraque, mas comentários e imagens relacionadas a ele vazaram pela internet. O termo "redacted" é usado para se referir a textos ou imagens editados por conveniências legais ou econômicas. Logo na abertura do filme, as palavras do aviso de que a história é uma dramatização de fatos reais vão sendo encobertas uma a uma, tornando a mensagem incompreensível. Mas o recado está dado.


Desaconselhado, por motivos legais, a usar imagens reais, De Palma apelou para a ficção: recriou a selvageria no Iraque, alternando o ponto de vista do vídeo-diário feito por soldados, um documentário francês, reportagens de um telejornal local, registros de câmeras de vigilância, blogs de americanos e terroristas iraquianos. "Grande parte do filme deixa o espectador consciente do que está assistindo - uma dramatização da realidade", afirma o diretor. "O tempo todo ele diz para você: 'Atenção para os filtros', ou, 'Isso tudo é mentira, mas você vai acabar acreditando'. É um efeito muito brechtiniano, o filme prepara o público para um espetáculo e manipula suas emoções, mas também mantém a mente das pessoas trabalhando."


No filme, locações na Jordânia representam o Iraque em conflito. Todos os papéis são interpretados por atores anônimos ou com passagens por elencos secundários em seriados de TV. É a obra mais radical, barata e não-convencional de De Palma, que já se serviu de toda a parafernália do cinema americano em filmes como "Os Intocáveis" e "Missão Impossível".


"A parte mais difícil da realização de 'Redacted' foi andar pelos campos minados da legalidade. Para mim, a idéia de não poder usar as imagens reais do que aconteceu no Iraque era terrível, porque eu não poderia mostrar o sofrimento verdadeiro estampado no rosto daquelas pessoas", comenta De Palma. "Como os documentos oficiais estavam foram do meu alcance, fiz pesquisas para o roteiro na internet. O formato do filme foi ditado por essas pesquisas. O filme é uma tentativa de trazer para um público mais amplo a realidade da guerra do Iraque. Está tudo lá na internet, fotos, relatos, imagens, mas isso nunca chega aos outros meios de comunicação."


O diário eletrônico que funciona como eixo central de "Redacted" é feito por um recruta que sonha em estudar cinema. É a câmera dele que acaba por registrar o crime praticado em Samarra. A ficção de pretensão documental de De Palma encontra reforço nas chocantes fotos (reais) de iraquianos feridos, torturados ou mortos durante a guerra, exibidas no final do filme, que oferecem uma visão aterradora do cotidiano iraquiano. "Eu disse para o meu produtor: 'Corra atrás dos fotógrafos e consiga as fotos que eles não puderam publicar", conta De Palma.


"A gente pode dramatizar a realidade sem minimizar o poder que ela tem. Às vezes, a ficção é capaz de ser mais eficiente do que o documentário", acredita De Palma. Ironicamente, as fotos foram "censuradas": os seguradores do filme exigiram que os rostos das vítimas fossem cobertos por faixas pretas - medida preventiva contra eventuais processos que venham a ser movidos por parentes dos mortos.


A imagem de uma única foto permanece inteiramente descoberta, a do suposto corpo de Abeer Qasim Hamza, a jovem violentada e morta pelos soldados americanos. É uma versão produzida pelo fotógrafo nova-iorquino Taryn Simon. "É uma foto montada, mas sobre uma morte real", diz De Palma. "Aquela garota realmente morreu nessa guerra. Quando você filma a crucificação de Cristo, como você a representa? Não temos o verdadeiro Jesus, então você tem que recorrer a uma versão artística."


Talvez essa imagem final tenha o efeito de minimizar o impacto do "documentário" que a precede. Mas De Palma não vê nada demais em distorcer a realidade por uma causa maior: "Se eles (o governo americano) fizeram isso nos últimos seis anos, com o objetivo de continuar uma guerra amoral, não teria eu o direito de contar o outro lado da história, a de uma verdade maior?"

(da ValorOnLine - http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/euefimdesemana/cultura/Diario+tragico,08257,,47,5058204.html)