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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Diálogo, já! Chega de mortes, de guerras de massacres!

Isto vale para a Colômbia, para os EUA e para Israel.

Paz!

Ex-governador solto pelas Farc critica Uribe e pede acordo

JOSÉ MIGUEL GÓMEZ - REUTERS

VILLAVICENCIO, COLÔMBIA - Um político colombiano que passou mais de sete anos se esquivando de bombas jogadas pelos militares contra seu cativeiro na selva disse na terça-feira, logo após ser libertado pelas Farc, que o presidente Álvaro Uribe em nada contribuiu com o fim do seu drama.

Alan Jara, ex-governador do Departamento do Meta, foi capturado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 2001, depois de inaugurar uma ponte, e deixou o cativeiro na terça-feira, por iniciativa da guerrilha, numa operação humanitária que teve apoio logístico do Brasil.

"De todo coração sinto que o presidente Uribe não fez nada para garantir nossa liberdade", disse Jara, de 51 anos, logo depois de pousar no aeroporto de Villavicencio,após ser resgatado no meio da selva. Ele foi o quinto refém libertado pela guerrilha em menos de uma semana.

As Farc ainda mantêm consigo 22 reféns políticos, que o grupo pretende trocar por cerca de 500 guerrilheiros presos. "Um acordo humanitário é a única forma possível de salvar as vidas dos que ainda está lá", disse Jara.

Em quase sete anos de governo, Uribe recebeu bilhões de dólares dos EUA para combater a guerrilha e o narcotráfico. Bogotá recusa-se a desmilitarizar uma área onde seria negociada a troca de prisioneiros, conforme exigem as Farc.

Jara disse que temeu pela sua vida em pelo menos quatro ocasiões, quando o Exército colombiano bombardeou o acampamento onde ele estava.

"As bombas caíam muito perto de nós", disse ele, sentado ao lado da esposa, Claudia, e do filho de 15 anos. "Na selva, o mundo está de ponta-cabeça, os rebeldes me protegiam e o Exército me alvejava (...). O medo não era de que os rebeldes me matassem, e sim o Exército."

Jara disse ainda aos jornalistas que os sequestradores preferiam matar os reféns a vê-los resgatados pelo governo. Mas afirmou que não foi maltratado, embora sofresse com a umidade da floresta e com as longas caminhadas.

Para evitar fugas, Jara era acorrentado pelos tornozelos. Ele contou que dois companheiros de cativeiro passaram dois anos acorrentados um ao pescoço do outro, como punição.

O ex-governador contou ainda que conseguia acompanhar o calendário pelo cardápio do jantar. "Dá para dizer que dia é dependendo de ser macarrão ou lentilha. Se havia arroz e feijão, então no dia seguinte era arroz com ervilhas." Às vezes, contou ele, a refeição era incrementada por tatus, macacos ou gatos caçados pelos guerrilheiros.

Analistas dizem que as Farc ofereceram a libertação de seis reféns -- um ex-deputado regional ainda deve ser solto -- porque querem melhorar sua imagem internacional e criar condições para uma negociação, depois dos duros golpes sofridos no último ano, como a morte de dirigentes e a deserção de milhares de combatentes.

Jara disse, no entanto, que milhares de jovens continuam aderindo às Farc. "A única solução é política", disse ele. "As Farc não foram derrotadas por nenhum meio. Não sei que percepção há por aí, mas na selva há muitos (guerrilheiros), a maioria deles jovens, e para mim a única forma de sair disso tem de ser por meio de negociações."

(Reportagem adicional de Alonso Soto)

(de http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ex-governador-solto-pelas-farc-critica-uribe-e-pede-acordo,318113,0.htm)

terça-feira, 1 de julho de 2008

Se isso acontecer...

...a coisa vai ficar preta de verdade!

A quanto pode chegar o petróleo? E a comida? E eles são loucos o suficiente para fazer isso...

Pentágono teme que Israel ataque Irã neste ano, diz rede de TV

colaboração para a Folha Online

Oficiais do Departamento da Defesa em Washington disseram temer, em entrevista à rede de TV ABC News, que forças de Israel ataquem as instalações nucleares iranianas até o final deste ano.

Um alto oficial do Pentágono citado pela rede de TV disse que há um "aumento na probabilidade" de que Israel realizar um ataque, segundo o jornal israelense "Haaretz".

A fonte também afirmou temer que o Irã ataque os EUA e Israel como retaliação. De acordo com o oficial, existem dois fatores que motivam um ataque de Israel: a possibilidade material de criar uma bomba atômica e a compra de novos armamentos pelo Irã.

O primeiro deles será obtido quando a usina nuclear de Natanz tiver urânio enriquecido suficiente para criar a bomba, o que os EUA e Israel acreditam que irá ocorrer no final deste ano ou início do próximo.

"O limite de segurança não ocorre quando eles atingirem esse ponto, mas antes", disse o alto oficial. "Nós estamos em uma janela de vulnerabilidade", acrescentou.

Míssil

A segunda ameaça, segundo o oficial, está ligada à aquisição pelo Irã do míssil SA-20, um equipamento de defesa aérea comprado da Rússia. O oficial afirmou que Israel pode querer atacar o Irã antes que o sistema esteja estabelecido e Teerã possa utilizá-lo.

De acordo com a ABC, Washington também acredita que Israel pode fazer o ataque antes da posse do próximo presidente dos EUA, o que ocorre em janeiro de 2009.

"A Força Aérea Israelense já realizou os exercícios básicos para dizer a suas lideranças: 'nós possuímos os fundamentos'. Eles precisam de mais treinamentos e simulações? Sim. Mas eles possuem os fundamentos? Acho que é isso o que foi visto", afirmou o oficial à ABC News.

No mês passado, a Força Aérea israelense sobrevoou o mar Mediterrâneo com equipamentos bélicos, o que foi divulgado pelo jornal americano "New York Times" como uma simulação para um possível ataque ao Irã.

Um oficial do Departamento de Defesa norte-americano afirmou que o exercício não foi uma simulação, "mas um treinamento básico e fundamental" para operações militares contra o Irã.


(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u418092.shtml)