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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Caiu a ficha: Republicanos pedem abandono da meta de etanol nos EUA

Como demoraram a perceber, heim?

Republicanos pedem abandono da meta de etanol nos EUA

Senadores questionam uso de milho na produção de biocombustíveis em meio à crise global dos alimentos

DEISE VIEIRA - Agencia Estado

WASHINGTON - Republicanos do Senado dos Estados Unidos querem que a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) considere o abandono do mandato de produção de etanol (álcool combustível) em meio ao avanço dos preços dos alimentos. Um total de 22 senadores republicanos, incluindo John McCain, candidato à presidência dos EUA, enviaram uma carta à EPA.

Veja também:

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Segundo eles, a agência tem autoridade para abandonar, ou reestruturar, uma lei aprovada pelo Congresso americano que exige um aumento expressivo na produção de etanol nos EUA até 2022.

Legisladores estão levantando questões sobre potenciais conseqüências indesejadas do uso de milho na produção de etanol em meio ao aumento da demanda global por alimentos. As informações são das agências de notícias internacionais.


(de http://www.estadao.com.br/economia/not_eco167497,0.htm)

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Um dia irão usar comida para mover automóveis?

Ou mesmo o corpo de seres humanos? Vide o filme "Travessia para o Futuro", de Peter Fonda... É da década de 1970!!

(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u347999.shtml)


Parlamentares europeus e associações latinas pedem moratória para biocombustíveis

da France Presse, em Bruxelas

Deputados europeus e associações indígenas e agrárias latino-americanas exigiram nesta quinta-feira (22), em Bruxelas, uma moratória para o desenvolvimento dos biocombustíveis. Eles denunciam as conseqüências negativas da expansão dos cultivos destinados a este fim, como ocorre com a cana-de-açúcar no Brasil.

"Acreditamos que o plano de substituição de energia fóssil por agrocombustíveis é um grave erro e pode ter conseqüências muito negativas para as populações campesinas e o meio ambiente", resumiu Alberto Alderete, do Serviço Jurídico Integral para o Desenvolvimento Agrário do Paraguai, no debate sobre "Os biocombustíveis na América Latina" organizado na Eurocâmara.

"Estas monoculturas, como ocorre com a da soja, estão provocando um êxodo rural já que ameaçam as fontes de alimentação da população campesina e seu acesso à terra. Além disso, seus efeitos sobre a ecologia e sobre a mudança climática não foram devidamente estudados", acrescentou Alderete.

Produção

O debate ainda abordou o "aumento descontrolado" das colheitas de monoculturas para agrocombustíveis e foi centrado em casos do Paraguai (soja), da Colômbia (palma oleaginosa) e também do Brasil (cana-de-açúcar) e da Argentina (milho).

"A União Européia propõe a meta de 10% no uso de agrocombustíveis no setor do transporte para 2020. No entanto, há grandes dúvidas sobre a capacidade de reduzir as emissões de CO2 e, além disso, existe o medo que a corrida pela produção acelere a alteração climática e exacerbe muitos outros problemas sociais e ambientais", advertiu o eurodeputado espanhol Garcés Ramón.

Ele também lembrou que, para chegar a seu objetivo, adotado no marco da luta contra o aquecimento planetário, a UE (União Européia) precisa aumentar sua produção interna, o que também requer importações, majoritariamente de países em desenvolvimento.

"Vemos aqui o que ocorre não só no Paraguai e na Colômbia, mas também no Brasil e na Argentina", continuou, em referência à liderança mundial dos brasileiros na produção de etanol e o lugar destacado que os argentinos querem ocupar no desenvolvimento desta nova tecnologia.

Moratória

Caso os participantes do debate não se opuserem à utilização dos biocombustíveis, informaram que pedirão em troca uma "moratória imediata" para os incentivos e as importações destes produtos, até que existam estudos mais detalhados sobre seus efeitos.

"Se continuarmos por esta via, não vamos desenvolver estes países, vamos afetá-los. É necessária uma moratória para ter um novo enfoque e conseguir energia a partir de outras fontes", afirmou Helmuth Markov, presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu.

Na mesma sintonia, o colombiano Diego Cardona, da ONG "Amigos da Terra", pediu uma "revisão do consumo de energia", denunciando o "esbanjamento" e "uso ilimitado" em algumas sociedades, e se pronunciou a favor de um modelo sustentável que promova um desenvolvimento maior com outras fontes, como a eólica ou a solar.