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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Usar comida para produzir combustível...

Primeiro foi o milho, nos EUA. Agora o trigo no Reino Unido... Estes anglo-saxões são meio tapados?

Por etanol, Reino Unido importará trigo pela 1ª vez na história

Safra de 2009/2010 será insuficiente para suprir demanda; uma grande usina começará a operar no próximo ano

Ana Conceição, da Agência Estado

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LONDRES - O Reino Unido deve perder a autossuficiência em trigo pela primeira vez em sua história em 2010, depois que uma grande usina de etanol começar a operar em Teesside, nordeste da Inglaterra, informa o The Times em seu website.

A empresa foi fundada pelas empresas de private equity Carlyle Group e Riverstone Holdings e vai usar 1,2 milhão de toneladas de trigo por ano na produção de 450 milhões de litros de álcool combustível, que serão vendidos para a Royal Dutch Shell.

Ian Blackhouse, presidente do Sindicato Nacional de Produtores Agrícolas (NFU, na sigla em inglês), disse ao jornal que, em anos de produção pequena, o Reino Unido será obrigado a importar o trigo de alta qualidade para panificação.

De acordo com o NFU, a produção de trigo local deverá cair para 13,9 milhões de toneladas em 2009/10, menos 3,4 milhões de toneladas ante a safra anterior. A redução deve-se à diminuição da área plantada e da produtividade. As informações são da Dow Jones.

(de http://www.estadao.com.br/noticias/economia,por-etanol-reino-unido-importara-trigo-pela-1-vez-na-historia,446131,0.htm)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Xiiiii! Equipe de Obama tem ligações com a indústria do etanol...

Triste! Será mesmo verdade? Se for, já sabem... Mas o mundo é assim... Mas... Veja quem escreve! O polêmico Larry Rohter! Não acredito muito nesse cara, não!

Equipe de Obama tem ligações com a indústria do etanol

Empresas indicam os principais consultores do senador, que endossa o biocombustível como alternativa

Larry Rohter - The New York Times

Obama discursa para eleitores em Iowa, segundo maior Estado produtor de milho dos EUA

AP/ arquivo

Obama discursa para eleitores em Iowa, segundo maior Estado produtor de milho dos EUA

NOVA YORK - Quando a VeraSun, uma das maiores fabricantes de etanol dos Estados Unidos, inaugurou sua nova instalação no último verão em Charles City, Iowa, alguns dos mais proeminentes pioneiros da indústria participaram do evento. Líderes de associações dos produtores de milho e de combustíveis renováveis, compareceram para cortar as fitas da nova indústria, assim como o senador Barack Obama.

Veja também:

linkObama x McCain

linkConheça a trajetória dos candidatos especial

linkCobertura completa das eleições nos EUA especial

Com o nome menos conhecido do que o da senadora Hillary Clinton, então até mesmo nas pesquisas, Obama estava no meio de uma campanha pelo Estado que acabou registrando sua primeira vitória em prévias democratas. E como esperado de um senador de Illinois, segundo maior em produção de milho do país, ele apresentou o endosso do etanol como um combustível alternativo.

Obama funciona como um reformista que procura reduzir a influência de interesses especiais. Mas como qualquer político, o senador tem outros círculos eleitorais poderosos que moldam seus pontos de vista. Quando o tema é o etanol americano, quase totalmente produzido do milho, Obama também possui seus conselheiros e grandes apoiadores próximos da indústria do setor num período em que a política energética se tornou um ponto de contraste forte entre as campanhas dos candidatos presidenciais.

No coração do "cinturão do milho", Obama argumentou na ocasião que abraçar o etanol "finalmente ajudaria a segurança nacional, pois agora os EUA mandam bilhões de dólares para alguns dos países mais hostis da Terra". A dependência americana do petróleo, acrescentou, "torna mais difícil para que os EUA formem sua política externa".

Hoje, quando Obama viaja pelo interior, ele costuma estar acompanhado de seu amigo Tom Daschle, ex-senador da Dakota do Norte. O ex-congressista atua para três companhias de etanol em seu escritório de advogados em Washington onde, de acordo com suas funções, ele "gasta um tempo substancial fornecendo conselhos estratégicos e políticos para seus clientes de energia renovável."

O conselheiro de assuntos de energia e meio ambiente de Obama, Jason Grumet, veio da Comissão Nacional de Políticas Energéticas, iniciativa associada com Daschle e Bob Dole, também ex-líder da maioria no senado e grande defensor do etanol, e que ainda conta com o apoio do gigante do agronegócios Archer Daniels Midland. Pouco depois de chegar ao Senado, Obama se envolveu em uma controvérsia ao usar aviões corporativos da empresa com taridas subsidiadas.

Jason Furman, diretor de políticas econômicas da campanha do senador, afirmou que as decisões de Obama sobre o etanol são baseadas em seus méritos. Questionado se o democrata teria mostrado alguma predisposição ou a defesa do etanol porque representa um dos maiores Estados produtores de milho, Furman disse que Obama "quer representar os EUA e suas políticas se baseiam no que é melhor para o país".

O etanol é um dos pontos em que Obama discorda mais do rival republicano, John McCain. Embora os dois candidatos presidenciais enfatizem a necessidade do país em conquistar a "segurança energética", enquanto diminuem as emissões de carbono que contribuem para o aquecimento global, os dois possuem visões diferentes do papel que o etanol, que pode ser produzido a partir de uma grande quantidade de materiais orgânicos, deve representar nesse esforço.

McCain defende a eliminação dos subsídios agrícolas multimilionários anuais. Como defensor do livre comércio, o republicano é contra a tarifa de 54% que os EUA impõem para a exportação do etanol à base de cana-de-açúcar, que tem mais energia e é mais barato do que o produzido do milho.

"Cometemos uma série de erros ao não adotar uma política energética sustentável, um dos quais é o subsidio ao etanol de milho, o qual alertei Iowa que iria prejudicar o mercado", e contribuir para a inflação, disse McCain em entrevista ao Estado. "Além disso, é errado" tributar o etanol à base de cana-de-açúcar brasileiro, "que é muito mais eficiente do que o de milho", acrescentou.

Obama, por outro lado, defende o subsídio, que em algumas ocasiões vai para as mãos das mesmas companhias petrolíferas que, segundo o senador, deveriam sofrer tributações sobre os lucros. Em nome da ajuda para que os EUA construam sua "independência energética", ele também defende a tarifa, o que economistas afirmam que pode ser ilegal de acordo com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), o que conselheiros de Obama negam.



(de http://www.estadao.com.br/internacional/not_int194382,0.htm)

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Um dia irão usar comida para mover automóveis?

Ou mesmo o corpo de seres humanos? Vide o filme "Travessia para o Futuro", de Peter Fonda... É da década de 1970!!

(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u347999.shtml)


Parlamentares europeus e associações latinas pedem moratória para biocombustíveis

da France Presse, em Bruxelas

Deputados europeus e associações indígenas e agrárias latino-americanas exigiram nesta quinta-feira (22), em Bruxelas, uma moratória para o desenvolvimento dos biocombustíveis. Eles denunciam as conseqüências negativas da expansão dos cultivos destinados a este fim, como ocorre com a cana-de-açúcar no Brasil.

"Acreditamos que o plano de substituição de energia fóssil por agrocombustíveis é um grave erro e pode ter conseqüências muito negativas para as populações campesinas e o meio ambiente", resumiu Alberto Alderete, do Serviço Jurídico Integral para o Desenvolvimento Agrário do Paraguai, no debate sobre "Os biocombustíveis na América Latina" organizado na Eurocâmara.

"Estas monoculturas, como ocorre com a da soja, estão provocando um êxodo rural já que ameaçam as fontes de alimentação da população campesina e seu acesso à terra. Além disso, seus efeitos sobre a ecologia e sobre a mudança climática não foram devidamente estudados", acrescentou Alderete.

Produção

O debate ainda abordou o "aumento descontrolado" das colheitas de monoculturas para agrocombustíveis e foi centrado em casos do Paraguai (soja), da Colômbia (palma oleaginosa) e também do Brasil (cana-de-açúcar) e da Argentina (milho).

"A União Européia propõe a meta de 10% no uso de agrocombustíveis no setor do transporte para 2020. No entanto, há grandes dúvidas sobre a capacidade de reduzir as emissões de CO2 e, além disso, existe o medo que a corrida pela produção acelere a alteração climática e exacerbe muitos outros problemas sociais e ambientais", advertiu o eurodeputado espanhol Garcés Ramón.

Ele também lembrou que, para chegar a seu objetivo, adotado no marco da luta contra o aquecimento planetário, a UE (União Européia) precisa aumentar sua produção interna, o que também requer importações, majoritariamente de países em desenvolvimento.

"Vemos aqui o que ocorre não só no Paraguai e na Colômbia, mas também no Brasil e na Argentina", continuou, em referência à liderança mundial dos brasileiros na produção de etanol e o lugar destacado que os argentinos querem ocupar no desenvolvimento desta nova tecnologia.

Moratória

Caso os participantes do debate não se opuserem à utilização dos biocombustíveis, informaram que pedirão em troca uma "moratória imediata" para os incentivos e as importações destes produtos, até que existam estudos mais detalhados sobre seus efeitos.

"Se continuarmos por esta via, não vamos desenvolver estes países, vamos afetá-los. É necessária uma moratória para ter um novo enfoque e conseguir energia a partir de outras fontes", afirmou Helmuth Markov, presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu.

Na mesma sintonia, o colombiano Diego Cardona, da ONG "Amigos da Terra", pediu uma "revisão do consumo de energia", denunciando o "esbanjamento" e "uso ilimitado" em algumas sociedades, e se pronunciou a favor de um modelo sustentável que promova um desenvolvimento maior com outras fontes, como a eólica ou a solar.