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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

George W. Bush: Mission Complete II./ Mission Accomplished II

Yes! George W. Bush is the man!

EUA retrocederam sob governo Bush, diz ex-assessor do governo

ANDREA MURTA
da Folha de S. Paulo, em Nova York

Após três anos como chefe-de-gabinete do ex-secretário de Estado dos EUA Colin Powell, o coronel Lawrence Wilkerson, um republicano conservador, chegou à conclusão de que o governo de George W. Bush estava errado. Em quase tudo. Em 2005, Wilkerson, 63, não só abandonou postos públicos como se tornou um dos maiores críticos da administração e da Guerra do Iraque.

"Sob Bush, os EUA retrocederam mais do que em qualquer outra época na história, em todos os sentidos", afirma. "Ele e o 'co-presidente' Dick Cheney são os mais incompetentes que já tivemos, e já houve muita gente incompetente no poder nos EUA."

Para o general, o Partido Republicano está tomado por uma liderança "neo-jacobina" que está levando o país a um caminho radical. Ele favorece a retirada das tropas americanas do Iraque em até 30 meses, e crê que "mesmo [o candidato republicano à Casa Branca, John] McCain será forçado a entender isso".

Em entrevista à Folha, Wilkerson ainda denuncia a falência do Paquistão e explica porque um ditador no Afeganistão pode ser a melhor opção. Leia os principais trechos a seguir.

Folha - Nos últimos momentos do governo Bush, como o sr. avalia seus oito anos em termos de suas conseqüências para a posição dos EUA no mundo?

Lawrence Wilkerson - Os EUA retrocederam mais do que em qualquer outra época na história. George W. Bush e Richard [Dick] Bruce Cheney, nosso co-presidente (ao menos nos primeiros quatro anos) entrarão para a história como o presidente e o vice mais incompetentes que já tivemos. E olha que já tivemos muita gente incompetente no poder. Eles andaram para trás internacionalmente, nacionalmente, em quase todas as áreas possíveis. O único campo em que fizeram algo de bom foi quando Bush apoiou em discursos e com dinheiro fundos contra o HIV e a Aids pelo planeta, mais do que outros presidentes. Mas é muito pouco para desculpar todo o mal que causaram.

Folha - O fim do governo Bush será o fim da doutrina Bush (de ataques preventivos)?

Wilkerson - Sim. Certamente espero que ela seja rechaçada por completo. Nossa reputação está manchada e continuará assim por muito tempo, porque esse governo não só desafia a lei como declara leis como se fosse um rei francês dizendo "l'Etat, c'est moi" [o Estado sou Eu, símbolo do absolutismo].

A república democrática que são os EUA não é radical, mas seus líderes sim. Eu gosto de chamá-los de "neo-jacobinos", em alusão ao grupo que poluiu a Revolução Francesa e levou à ascensão de Napoleão Bonaparte. Eu sou conservador, mas o governo americano é radical. Esse pessoal é messiânico em seu desejo de trazer liberdade e democracia para o mundo, mesmo à bala. Essa não é a política externa tradicional americana e é errada.

Folha - O sr. é republicano. Como vê a atuação de seu partido nesta eleição?

Wilkerson - É terrível. O Partido Republicano vai ficar moribundo, se não morto, por uma década. Talvez nesse período ganhe a Casa Branca de novo, mas se isso ocorrer será por causa de algum candidato que assim como John McCain inicialmente repudia valores neoconservadores fundamentais. Acho que Barack Obama vai ganhar a Presidência e o Senado e a Câmara vão ter enormes maiorias democratas.

Folha - O que o sr. estabeleceria como prioridades para o próximo presidente?

Wilkerson - No primeiro dia eu fecharia a prisão de Guantánamo e assinaria uma ordem executiva banindo a tortura por qualquer pessoa em qualquer lugar dos EUA. Aí começaria a abordar a crise econômica, que não acho que vai acabar durante a próxima década.

Folha - A crise poderá afetar as Forças Armadas?

Wilkerson - Se o tamanho das Forças Armadas diminuir, esse poderá ser um desenvolvimento muito positivo para os EUA. Estamos dependentes demais de nosso braço militar. Apesar de achar que temos menos força militar hoje do que já tivemos no passado, foi criado nos EUA um desequilíbrio muito grande entre o "soft power" e o "hard power", com o Exército sendo o último ponto do "hard power". É preciso trazer esse equilíbrio de volta, usar a diplomacia, nosso poder econômico, cultural, nossa liderança política, muito mais do que o Exército.

Folha - Um dos pontos de desacordo de McCain e Obama é sobre o Iraque. O sr. favorece um prazo rápido de retirada?

Wilkerson - Obama está provavelmente certo. Em 24 ou 30 meses, os americanos podem sair do Iraque e servir de juiz, ficando entre sunitas e curdos e etc. Podemos ter quase todos os nossos soldados fora do país nesse prazo. Não faz nenhum sentido estratégico manter a ocupação de um país árabe, e tenho certeza que o general [David] Petraeus [que assume como líder do Comando Central dos EUA, responsável pelas forças no Oriente Médio, em 31 de outubro], vai chegar a essa conclusão, se é que não chegou ainda.

Folha - O sr. acha que ele se cala por pressão política?

Wilkerson - Ele é um general que entende a política. A política é a arte do possível, você faz o que pode, e seria impossível dizer sob o governo atual [que é preciso sair do Iraque]. Mas não será impossível fazer isso no próximo regime, particularmente se o presidente for Obama. Mas mesmo McCain perceberia, estando no governo, que é a coisa a fazer. Não posso garantir, mas conheço o processo de informação bem o suficiente para entender que McCain ouviria pessoas e provavelmente seria forçado a rever suas opiniões, ainda que o faça de maneira bastante política. Agora, Obama já está predisposto a isso, e na questão do Iraque prefiro Obama a McCain.

Folha - O foco da "guerra ao terror" deveria estar no Afeganistão, como Obama diz?

Wilkerson - O foco da chamada "guerra ao terror" deveria ser mudar a idéia de que isso é uma guerra. Como declarar guerra contra algo que não pode ser derrotado completamente? É tão estúpido quanto declarar guerra às drogas ou à pobreza.

Precisamos nos focar na Al Qaeda, e é preciso em parte ter tropas no Afeganistão, mas é muito mais importante recrutarmos o máximo possível do mundo muçulmano, gastando retórica e o dinheiro necessário, e convencê-los de que Bin Laden e organizações como a dele não são o futuro.

O Afeganistão é um problema que está presente há anos e anos, possivelmente desde Alexandre, o Grande, e no final sempre resolve seus problemas políticos, econômicos e etc. sozinho. Temos que ajudar tanto quando pudermos, a Otan [aliança militar ocidental] também, mas a resposta não é militar. A resposta é liderança. E [o presidente afegão] Hamid Karzai não é a liderança que o país precisa. Ele é chamado de prefeito da cidade.

Há quatro revisões da estratégia americana no país em curso atualmente --por parte de Petraeus, do Pentágono, do Conselho Nacional de Segurança e do comando da Otan na Europa. Com sorte, vão chegar a essas conclusões. Mas vai ser algo demorado, difícil e caro, e estou muito preocupado com a chance de os parceiros da Otan não apoiarem uma estratégia de longo prazo.

Folha - O comandante militar das tropas britânicas no país disse que a melhor solução pode ser um "ditador aceitável". O que o sr. acha disso?

Wilkerson - Não discordo necessariamente. Certamente não é uma solução sustentável. Mas se houvesse uma liderança em Cabul que fizesse as coisas acontecerem... Poderia haver uma pessoa como Pervez Musharraf [ex-ditador do Paquistão] em um momento de crise, e não sei se teria muita objeção a isso. Mas depois, como tirar depois o ditador e trazer instituições, leis, uma sociedade civil, educação... todo tipo de coisa que vai consertar o Afeganistão ao longo prazo? É uma transição muito difícil de ser feita. Eu preferia ver uma solução sustentável.

Folha - Seria difícil vender essa idéia internacionalmente?

Wilkerson - Você ficaria surpresa com o que se pode vender se for seguro e funcionar. Não estou defendendo isso, só estou dizendo que é possível.

Folha - Quanto ao Paquistão, o sr. acha que os EUA contribuem para sua instabilidade?

Wilkerson - Acho que o Paquistão é mais problemático e perigoso que o Afeganistão. O Paquistão tem interesses em manter o vizinho instável, sem uma liderança forte em Cabul, porque Islamabad considera a Índia seu maior inimigo e quer ter o Afeganistão como apoio estratégico e militar contra eles. A situação é crítica, estão falindo, tem uma liderança civil sem energia, um movimento islâmico crescente e cada vez mais radical etc. A existência do Paquistão como Estado viável está ameaçada. Mas espero que Petraeus, quando estiver no Comando Central, entenda como todo o Leste Asiático está conectado e crie estratégias para lidar com Paquistão, Afeganistão, Iraque, Síria e etc. simultaneamente.



(from http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u457906.shtml)

terça-feira, 8 de julho de 2008

Quem é o senhor Bush? Who are mister Bush?

Na opinião de um compatriota dele:

"Bush é um líder malévolo, míope e tirano", diz Robert Redford

da Efe, no México

O veterano ator e diretor americano Robert Redford qualificou o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de "líder malévolo, míope e tirano", em entrevista publicada este mês pela revista "Playboy" do México, cujo conteúdo foi antecipado hoje pela publicação.

Dario Pignatelli/Reuters
Robert Redford dispara críticas contra presidente dos EUA, em entrevista
Robert Redford dispara críticas contra presidente dos EUA, em entrevista

"Você começa a se perguntar se somos só outro império como o otomano ou o romano, o qual esmagava e destruía pela arrogância", apontou o ator de "Golpe de Mestre" (1973).

"Quando temos um Nero --isso é o que Bush é--, quantos recursos temos para usar antes que se esgotem?", questiona o astro.

(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u420118.shtml)

terça-feira, 17 de junho de 2008

Bush, entre los líderes menos confiables

Bush, the prevaricator.
Bush, the deceitful.
Bush, the shammer.
Bush, the criminal.
Bush, the perpetrator.
Bush, the worse:

Bush, entre los líderes menos confiables

por Reuters


El presidente de Estados Unidos, George W. Bush, se ubica levemente por encima de los gobernantes de Pakistán e Irán en la lista de los líderes menos confiables del mundo, según un sondeo dado a conocer el lunes.

El sondeo, realizado por WorldPublicOpinion.org en 20 países alrededor del mundo, descubrió que no hay líderes nacionales que inspiren una amplia confianza fuera de sus propios países.

Pero Bush, el presidente de Pakistán, Pervez Musharraf, y el presidente iraní, Mahmoud Ahmadinejad, se ubicaron al final de la lista, mostró la encuesta.

Sólo un 23% de las personas afuera de Estados Unidos tienen "mucha o alguna" confianza en Bush, comparado con el 22% de Ahmadinejad y el 18% de Musharraf.

Los líderes de otros países no tuvieron una percepción mucho mejor.

El presidente francés, Nicolas Sarkozy, sólo obtuvo un 26%, el presidente chino, Hu Jintao, un 28%, el primer ministro británico, Gordon Brown, un 30% y el ex presidente y actual primer ministro ruso, Vladimir Putin, un 32%.

El secretario general de Naciones Unidas, Ban ki-Moon, obtuvo el nivel más alto de confianza con un 35%.

"Mientras la desconfianza mundial que genera George Bush ha creado un vacío en el liderazgo global, ningún líder alternativo ha cubierto la brecha," expresó Steven Kull, director de WorldPublicOpinion.org.

"Hu Jintao y Vladimir Putin son populares en algunas naciones, pero son más los países que desconfían de ellos," agregó.

WorldPublicOpinion.org es un proyecto que involucra centros de investigación alrededor del mundo y es dirigido por el Programa sobre Actitudes respecto a la Política Internacional de la Universidad de Maryland.

El grupo encuestó a 19.751 personas en países que representan el 60% de la población mundial. El sondeo fue realizado entre el 10 de enero y el 6 de mayo, con un margen de error de entre dos y cuatro por ciento a favor o en contra.


(de http://beta.americaeconomia.com/politica/bush-entre-los-lideres-menos-confiables-3.html)

quinta-feira, 20 de março de 2008

Sonho de Bush é pago com vidas

E ele (o coitado do Bush) ainda se diz vitorioso...

Sonho de Bush é pago com vidas
Gilles Lapouge*

Em cinco anos, o Iraque consumiu muitos generais americanos. O almirante William Fallon, comandante-chefe das tropas americanas no Iraque e Afeganistão, pediu demissão com estardalhaço na semana passada. Ele segue o caminho dos bons soldados calcinados na fornalha iraquiana.

Mas o Iraque não consumiu apenas o cargo de generais americanos. Ele também matou 4 mil soldados americanos e feriu 29 mil. Ele aniquilou 400 mil iraquianos. Ele desalojou 4,4 milhões de pobres coitados no maior êxodo dos tempos modernos desde a separação, em 1947, da Índia e do Paquistão.

Os "sonhos" quando nascem no cérebro devastado de neoconservadores e George W. Bush, custam caro, muito caro. E esses "sonhos" são pagos numa moeda mais preciosa que ouro - a carne humana. Será que essa carnificina monumental ao menos atingiu seus fins? É preciso reconhecer que a guerra de 2003 produziu um resultado: no coração de Bagdá eleva-se uma "zona verde", perfeitamente tranqüila.

Ali, nenhum receio. A operação de Bush deu certo. O problema é que para ir dali para o aeroporto é preciso servir-se de uma auto-estrada que os soldados americanos nunca conseguiram resguardar. E então? Será o caso concluir que os 190 mil soldados americanos e os 60 mil soldados ingleses que caíram sobre o Iraque em março de 2003 fracassaram? No início, foi a glória - eles dissiparam num piscar de olhos o Exército espectral de Saddam Hussein. Mas e depois?

Eis a profecia de um especialista: "A História julgará nossa guerra no Iraque não pelo caráter brilhante de sua execução, mas pelas medidas tomadas no fim das hostilidades." Esse especialista é Donald Rumsfeld, o ex-secretário da Defesa, neoconservador inspirado e do qual até Bush teve de afastar-se.

Tomemos emprestado então o método de Rumsfeld para compreender o veredicto da História. Bush tinha idéias na cabeça quando deu a ordem de atacar. Podemos resumi-las e confrontá-las com a sua realização. A primeira idéia era livrar a região de um tirano atroz, Saddam. Objetivo atingido.

Um segundo objetivo era erradicar o arsenal termonuclear em poder de Saddam. Nesse ponto, fracasso completo. Como poderiam destruir essas bombas, se elas jamais existiram?

Terceiro objetivo: "Levar a democracia ao Iraque". Assim, foi a América de Franklin e Jefferson que os soldados americanos levaram nas suas sacolas: direitos humanos, equilíbrio e separação de poderes, etc. Chegou a haver eleições, alguns governos, mas a estrutura é tão precária que desmoronará em 24 horas, caso os americanos saiam.

Quarto objetivo: extirpar o terrorismo do Oriente Médio. A idéia era que a volta do Iraque ao bom senso e à democracia resultaria num "círculo virtuoso", cujo benefício se estenderia para todos os países da região e até para as nações corroídas pelo terrorismo islâmico. Maravilha! Fim do terror. Papai Noel na Terra! Foi nessa luta contra o terror que Bush recebeu mais censuras, para não dizer mais pauladas.

Quando Bush atacou, o Iraque estava nas mãos de um tirano sombrio, mas não era presa da loucura islâmica. A Al-Qaeda nunca tinha conseguido entrar lá - no mundo árabe, o Iraque era um dos raros países laicos de maioria muçulmana. A guerra e, sobretudo, seus efeitos posteriores puseram fim a essa exceção. No norte, onde se estende a parte curda do Iraque, os incidentes se multiplicam. O barril de pólvora explodirá. No sul, as gangues xiitas abatem os sunitas, o que não as impede de liquidarem-se entre si.

Essa ladainha de burrice e horror poderia prosseguir. Há coisas mais graves, no entanto. Os "efeitos colaterais" dessa guerra são piores. Os EUA são um país fatigado, desencantado. Hoje, apesar da torrente de dólares despejada sobre o Iraque, as crianças fantasmas de Bagdá aplaudem quando um veículo americano é explodido. Na maioria dos países árabes, o ódio aos americanos tornou-se convulsivo. Na Europa, os EUA deixaram de fascinar. Aí está a tragédia.

O país que Bush vai entregar a seu sucessor é um gigante acorrentado por sua própria tolice. O período feliz em que os EUA reinavam, solitários e poderosos, sobre o planeta após a queda do Muro de Berlim, está chegando ao fim. Ainda bem que as eleições presidenciais americanas se aproximam. Todos que admiram os EUA e que pensam que o mundo tem necessidade de sua força e sua sabedoria, aguardarão os resultados com esperança. Mas, e o Iraque? Como se livrar dele?

* Gilles Lapouge é correspondente em Paris

(de http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080320/not_imp143289,0.php)

quarta-feira, 19 de março de 2008

ÁUDIO: Guerra no Iraque é sangrenta, cruel e baseada em mentiras; ouça Sérgio Dávila

ÁUDIO: Guerra no Iraque é sangrenta, cruel e baseada em mentiras; ouça Sérgio Dávila em http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u383671.shtml
da Folha Online

Nesta quarta-feira (19), a invasão dos Estados Unidos no Iraque completa cinco anos. A guerra pode ter custado um trilhão de dólares e, segundo calculos de algumas ONGs, a morte de mais de um milhão de civis iraquianos.

Na mesma data em 2003, o único repórter brasileiro em Bagdá era Sérgio Dávila, correspondente da Folha em Washington.

Dávila conta que viu de perto os efeitos das armas de destruição e que os alvos eram as mulheres, os idosos e as crianças, pois os homens adultos estavam em combate.

Ele fala que, ao andar pelas ruas, após o bombardeio, presenciou ações de saqueadores e ameaças de linchamentos. "Resultado de uma panela de pressão que foi destampada depois de décadas de fogo baixo", declara o jornalista.

"Não havia luz, água, comida e nenhum tipo de governo ou segurança. As pessoas, que não se esconderam em casa por medo, saíam em busca de vingança ou qualquer outra coisa que encontrassem no caminho", revela o correspondente.

O jornalista afirma que a derrubada do ditador do Iraque é o único saldo positivo da guerra que considera sangrenta, cruel e baseada em mentiras.

"Cinco anos depois, pouco coisa há para comemorar. A saída de Saddam Hussein do poder é uma delas, sem dúvida. O fim da carreira de George W. Bush será outra, mas essa só acontece em janeiro do ano que vem", diz Sérgio Dávila.

quinta-feira, 6 de março de 2008

70% dos americanos desaprovam imagem dos EUA, diz pesquisa

Até mesmo eles se deram conta!


70% dos americanos desaprovam imagem dos EUA, diz pesquisa

Número de insatisfeitos dobrou desde o início da era Bush; é o maior índice desde a época da guerra do Vietnã

Associated Press
WASHINGTON - Uma nova pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 5, indicou que cerca de 70% dos americanos estão insatisfeitos com a imagem externa norte-americana.

O resultado indica mais do que o dobro do número de pessoas que se declararam insatisfeitas no início da administração Bush, e é maior que o índice verificado durante a guerra do Vietnã.

A pesquisa foi divulgada após os pré-candidatos presidenciais democratas acusarem o presidente dos EUA, George W. Bush, de enfraquecer os rumos da América.

Americanos que acreditam que a imagem dos Estados Unidos é positiva no mundo decaiu de 75% no começo de 2001 para 43% nas pesquisas deste ano.

A maioria dos republicanos dizem estar satisfeitos com a imagem externa dos EUA, enquanto 85% dos democratas se dizem insatisfeitos.

Outra pesquisa mostrou que a maioria dos americanos vêem a China de forma negativa. Há um ano, 48% da população tinha uma imagem não favorável do país - neste ano, o índice negativo subiu para 55%.

As pesquisas foram feitas durante 11 e 14 de fevereiro, entrevistando mais de mil adultos nos Estados Unidos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Outro estudo indicou que o Canadá, o Reino Unido, a Alemanha e o Japão são os países mais bem avaliados pelos americanos; o Iraque, a Coréia do Norte e o Irã aparecem no fim da lista dos 22 países citados.


(de http://www.estadao.com.br/internacional/not_int135433,0.htm)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Foi o que eu sempre pensei: EUA não são capazes de enfrentar insurgência islâmica.

Só a burrice pode levar os EUA a esta armadilha.

EUA não são capazes de enfrentar insurgência islâmica

'Americanos devem modificar prioridades e financiamento para melhorar Governo civil e impulsionar forças locais'

Efe

WASHINGTON - As forças militares americanas não têm capacidade de enfrentar a ameaça da insurgência islâmica, assegurou nesta segunda-feira, 11, um relatório da Corporação Rand, solicitado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

O relatório indicou que "no melhor dos casos a intervenção e ocupação dos Estados Unidos no mundo muçulmano são inadequadas. No pior, são contraprodutivas e inviáveis".

O objetivo do relatório pedido pelo Pentágono à Corporação Rand, um organismo privado sem fins lucrativos, era de realizar uma revisão de sua estratégia destinada a lutar contra a insurgência.

"Os Estados Unidos deveriam modificar suas prioridades e financiamento a fim de melhorar o Governo civil e impulsionar as forças locais de segurança (...) capacidades que não se viram no Iraque e Afeganistão", assinalou o relatório.

"O extremismo violento no mundo muçulmano é a maior ameaça para a segurança que os EUA enfrentam", disse David C. Gompert, principal autor do relatório.

"Como esta ameaça provavelmente persistirá e aumentará, é importante compreender o fato de que os Estados Unidos não estão capacitados neste momento a enfrentar o desafio", acrescentou.

O estudo assinalou que quando é infectada pelo extremismo religioso, a insurgência torna-se mais violenta, resistente aos acordos, mais difícil de ser derrotada e provavelmente mais propagada.

A mensagem jihadista aos insurgentes locais é a de que sua "fé e sua pátria estão sob ataque do Ocidente e é preciso se unir para defender a causa maior do Islã. Isto faz com que a intervenção militar não seja apenas custosa, mas também perigosa", indicou o relatório.

Por outra parte, o texto admitiu que o recente aumento de tropas melhorou a segurança no Iraque, colocando porém que "seria um grande erro concluir que os Estados Unidos precisam de maior força militar para derrotar as insurgências islâmicas".



"Basta analisar a precária situação em que se encontra o Paquistão para perceber as limitações da força militar americana e o perigo de confiar demais nela", disse.



Os autores do relatório citam cerca de 90 conflitos ocorridos após a Segunda Guerra Mundial que mostram que a forma mais segura de derrotar a insurgência é através de Governos locais representativos, competentes e honestos.



"As forças estrangeiras não podem substituir os governos locais e podem até mesmo enfraquecer sua legitimidade", disse John Gordon, outro autor do relatório.



Mas quando se trata de construir esta capacidade civil no exterior os "Estados Unidos são alarmantemente fracos", indicou Gompert.

Acrescentou que para resolver este problema, o governo americano precisaria de um considerável aumento de sua capacidade civil, novas regras organizativas e políticas de pessoal mais flexíveis.

Nesse sentido, os autores do relatório estimam que os Estados Unidos teriam que desdobrar milhares de profissionais civis e destinar bilhões de dólares a mais à ajuda estrangeira a fim de enfrentar a insurgência.

"Essas necessidades dos EUA se reduziriam à metade se seus aliados e os organismos internacionais igualassem seus esforços", indica o relatório.

(do Estadão OnLine: http://www.estadao.com.br/internacional/not_int123154,0.htm)

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Parabéns, Bush!

É assim que demonstras teu espírito cristão?

(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u333580.shtml)
Bush veta projeto de saúde para crianças pobres
da France Presse

O presidente George W. Bush vetou nesta quarta-feira um projeto de lei que ampliaria o seguro saúde para crianças pobres, em decisão criticada por seus adversários, anunciou a Casa Branca.

Esta é a quarta vez que Bush utiliza seu poder de veto em quase sete anos de presidência. A decisão, a um ano das eleições presidenciais, preocupa seus aliados do partido Republicano.

Vários republicanos receiam que os americanos os acusem de não se preocupar com a saúde das crianças.

Ao vetar a proposta de ampliar um programa social existente, Bush assume, mais uma vez, o risco de descontentar a opinião pública e se expõe a críticas, tanto dos democratas quanto de parte dos republicanos.

De acordo com uma recente pesquisa do jornal "Washington Post" com a TV ABC, 72% dos americanos aprovam o texto.

Na segunda-feira, crianças desfilaram diante da Casa Branca com carrinhos cheios de petições contra o veto.

O projeto de lei vetado por Bush ampliaria o Programa para o Seguro Saúde das Crianças (SCHIP, em inglês).

Criado em 1997 para lidar com o crescente número de crianças sem seguro, em um país conhecido por carências neste âmbito, o SCHIP cobre 6,6 milhões de pessoas, essencialmente crianças de famílias que ganham demais para se beneficiar do seguro básico, mas não o suficiente para pagar um seguro privado.

Os democratas, mas também muitos republicanos, aprovaram um aumento de 35 bilhões de dólares em cinco anos para permitir que quatro milhões de crianças suplementares se beneficiem do SCHIP. Este esforço seriam financiado por um aumento entre 0,61% e 1 dólar da taxa federal imposta aos cigarros.

Porém, Bush afirma que a lei permitiria que muitas pessoas que podem pagar um seguro privado se aproveitariam do seguro público.