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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Não oprimirás o estrangeiro...

Eis aí no que resultou o "país da liberdade". E ainda querem ser "a polícia do mundo"... Triste. Vejam:

EUA dão tratamento desumano aos imigrantes ilegais, diz estudo

Relatório indica 'inúmeras violações' dos direitos humanos em instações da polícia americana para estrangeiros

Efe

WASHINGTON - Dezenas de imigrantes prestes a serem deportados são maltratados em instalações da polícia americana, afirma um estudo divulgado nesta terça-feira, 15, que destaca as condições subumanas dos estrangeiros em situação irregular mantidos em um centro do Estado de Washington.

Em um relatório, a Universidade de Direito de Seattle e a ONG One America agruparam as "inúmeras violações" dos direitos humanos cometidas contra grande parte dos 985 detidos do Northwest Detention Center de Tacomã, em seu maioria mexicanos, guatemaltecos, salvadorenhos, hondurenhos e asiáticos.

"Estas violações, inaceitáveis em qualquer circunstância, são ainda mais notáveis pelo fato de que as detenções - originalmente previstas para durarem pouco tempo - normalmente se estendem por meses ou até anos", diz o documento.

Segundo o estudo apresentado, após as visitas de advogados, os guardas do centro e os chefes de Polícia federais regularmente abusam dos detidos física e verbalmente. Como exemplo, o texto cita as declarações de uma detenta que afirmou que tinha "pesadelos" a cada vez que os oficiais a deixavam nua para saber se ela possuía algum objeto escondido na vagina ou no ânus.

Além disso, vários dos internos entrevistados contaram que, em uma ocasião, enquanto eram transferidos de avião de um centro para outro, ficaram proibidos de usar o banheiro por mais de sete horas e ainda foram algemados para que não pudessem comer.

"Todos os que são privados de sua liberdade merecem ser tratados com humanidade e respeito, dada a dignidade inerente a toda pessoa", diz o estudo, levado a cabo mediante 46 entrevistas com detentos, parentes destes e advogados.

Apesar de muitos dos detidos não terem dito que sofriam de depressão, os entrevistadores detectaram que muitos deles pareciam deprimidos, nervosos, assustados ou com uma combinação de várias doenças. O relatório ressalta ainda que a falta de atividades recreativas, o concreto e as instalações sem janelas, assim como a privação de liberdade, o isolamento cultural e a incerteza sobre seu processo de detenção, ajudam a aumentar a instabilidade mental dos reclusos.

Quanto à alimentação, 80% dos internos entrevistados disseram que comem pouco e geralmente continuam com fome após as refeições. Os autores do relatório exigem que o governo americano cumpra as leis internacionais e domésticas, que determinam os padrões mínimos do tratamento aos detidos.


(de http://www.estadao.com.br/internacional/not_int206492,0.htm)

terça-feira, 24 de junho de 2008

As perspectivas não sáo boas...

...pois o mundo cada vez se fecha mais em sua, como dizer? Tacanhez? Idiotice? Egoísmo?

A Europa perdeu a paciência

José Pastore*

A União Européia (UE) aprovou uma dura lei de imigração. Vai prender e deportar os imigrantes ilegais.

Como vai funcionar isso? Os imigrantes terão um prazo de até 30 dias para deixar voluntariamente o país onde vivem. Os que não saírem, serão notificados oficialmente. Se desobedecerem, serão presos. Em seguida, expulsos, aliás, "removidos". Os europeus acham essa palavra mais suave...

Apesar de a lei ter um prazo de carência, esperam-se manifestações sociais imediatas tanto de imigrantes quanto de nativos. O assunto é explosivo.

A Europa está numa encruzilhada. Na maioria dos países, a população diminui. A Itália e a França pagam para as moças terem uma criança. Poucas se animam. A população envelhece e não há reposição. Em 2050, a população com mais de 65 anos na força de trabalho será de 60%! Muitos já estarão aposentados. Faltarão jovens para trabalhar. Isso significa que a Europa precisa de gente de fora, o que os nativos detestam. Temem perder seus empregos para os imigrantes e, em especial, para os seus filhos que estão se educando melhor.

O temor é justificável. Os países da UE, especialmente os do antigo lado ocidental (França, Itália, Bélgica e outros), têm gerado poucos empregos. A maior dificuldade para gerar empregos é o excesso de regulamentação nacional e, agora, internacional, para toda a UE. As restrições para dispensar empregados, por exemplo, atuam como inibidor de novas vagas.

O Banco Mundial calcula o índice de dificuldade para gerar empregos. Quanto mais alto, mais difícil. Gerar um emprego em Portugal, por exemplo, é 48 vezes mais difícil do que nos EUA. Na França e na Espanha, 56 vezes. Com isso, o desemprego cresce. O desemprego é alto não porque os candidatos são muitos - como ocorre no Brasil -, mas porque os empregos são poucos.

Para os trabalhadores o que mais machuca é a atual falta de empregos. Para a economia, é a futura falta de empregados. Para os políticos, é falta de votos dos eleitores (nativos) que estão mais preocupados com os empregos do presente do que com os filhos do futuro. Por isso, conservadores e liberais votaram juntos. Os socialistas e os verdes foram mais bonzinhos: pleitearam um período mais curto de prisão...

É claro que nenhum país pode admitir a ilegalidade. Mas, é claro, seria possível acertar isso se houvesse um interesse genuíno em contar com essa mão-de-obra. Os europeus querem trabalhar pouco, ter um bom seguro-desemprego, desfrutar de uma aposentadoria generosa, usufruir licenças longas e manter altos salários. Isso é muito caro. Ademais, precisa ser sustentado pelos jovens. Até quando esse estilo de vida vai durar num mundo que é obrigado a enfrentar a concorrência da China, da Índia e de outros países emergentes?

Com orçamentos deficitários por causa do excesso de despesas com seguro-desemprego prolongado, aposentadorias e licenças invejáveis e, ainda, com o problema demográfico que já está instalado, os especialistas estimam um alarmante declínio no crescimento econômico da Europa dos 2,3% atuais para 1,8% em 2010 e 1,3% em 2030.

A única coisa que não pára de crescer é a imensa burocracia que sai diariamente dos milhares de funcionários de Bruxelas, aliás, nem sempre aprovada. Pelo veto da França e da Holanda, a alta administração viu frustrado o sonho de aprovar uma Constituição para a UE. A frustração aumentou há duas semanas quando uma tentativa de substituir a natimorta Constituição por uma regulação mais simples foi para os ares com a rejeição da Irlanda ao Tratado de Lisboa.

No mundo do trabalho a retórica é das mais fascinantes. As palavras da moda são "diálogo social", "trabalho decente" e "ações antidiscriminação". Ao lado disso, é votada essa lei draconiana contra os imigrantes ilegais. Em 2004 proibiram o trânsito de trabalhadores dos países recém-ingressados na UE (Estônia, Letônia, Lituânia, Eslováquia, Eslovênia, República Checa, Hungria, Polônia, Malta e Chipre). O livre trânsito foi um dos pilares básicos na formação da Comunidade Européia. Em 2007, a burocracia repetiu a dose, ao proibir a mobilidade dos cidadãos da Romênia e Bulgária que acabavam de entrar na UE. Correndo por fora, as barreiras contra o comércio dos países emergentes estão cada vez mais altas.

A retórica é bonita. A prática é feia. Para quem deseja construir uma comunidade com base em princípios da democracia e da solidariedade parece existir um longo caminho a percorrer.

*José Pastore é professor de relações do trabalho da Universidade de São Paulo. Site: www.josepastore.com.br


(de http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080624/not_imp194698,0.php)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

EUA desafiam OMC e não devem rever política do algodão

Eles "se acham", não é mesmo?

EUA desafiam OMC e não devem rever política do algodão

JAMIL CHADE - Agencia Estado

GENEBRA - O governo americano desafiou a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Brasil e deu indicações de que não irá modificar seus programas de subsídios ao algodão já condenados pelo tribunal internacional. Hoje, a entidade com sede em Genebra adotou o relatório que classifica como ilegais os subsídios americanos e abre a possibilidade para que o Itamaraty peça o direito de retaliar a Casa Branca. O governo brasileiro ainda acusou os americanos de estarem perpetuando os subsídios já condenados com a criação de novos programas de apoio ao setor do algodão até 2013.



Mas a Casa Branca optou por desqualificar a condenação, deu todos os sinais de que não vai cumprir as determinações e alertou que a base da condenação já não seria válida. Isso porque os valores indicados pelo tribunal seriam de três anos atrás, quando o processo foi concluído. Desde então, os americanos vêm protelando medidas para cumprir a condenação, fazendo promessas ao Brasil que nunca foram cumpridas e arrastando o processo. Agora, alegam que os valores já são antigos. "Desde então, a área plantada de algodão nos Estados Unidos foi reduzida em 29,5% entre 2006 e 2007 e caiu outros 12,8% em 2008", afirmou a diplomacia americana na OMC. O governo dos Estados Unidos ainda insiste que, desde setembro de 2007, não fez um só empréstimo para a comercialização aos produtores diante da alta nos preços do algodão.



Diante dos dados apresentados, os americanos insistem que já retiraram os subsídios proibidos. A Casa Branca ainda deixou claro que o processo foi uma perda de tempo, insinuando que não tomará nenhuma nova medida para rever seus subsídios. "O esforço e tempo gasto mostram que são as negociações, e não disputas, que podem resolver problemas", afirmaram os americanos.



Já o Itamaraty preferiu atacar a nova lei agrícola dos Estados Unidos que renova subsídios que acabam de ser condenados pela OMC. "Os sinais que estamos recebendo não são encorajadores", disse o governo. O Brasil alega que, entre 2002 e 2005, US$ 2,2 bilhões foram dados ao setor do algodão por ano em subsídios. Entre 1999 e 2002, esse valor teria sido de US$ 12,9 bilhões. Citando documentos americanos, o Brasil alerta que a nova lei agrícola aprovada em Washington manterá os subsídios ao algodão intocados até 2013. "Os programas de ajuda ao algodão são praticamente os mesmos", alertou um diplomata brasileiro que representou o País na reunião. "Isso é muito preocupante", disse.



Para o Brasil, a nova lei é um sinal da pouca vontade dos americanos em cumprir com a condenação. Washington, diante do ataque brasileiro, apenas respondeu que a nova lei agrícola "não era alvo do processo" na OMC. Canadá, União Européia e Austrália saíram em apoio do Brasil. Mesmo com o comportamento americano, o Brasil não indicou quando irá pedir para retaliar. O Itamaraty apenas alertou que, se nada for feito, cobrará as sanções, sem dar mais detalhes. "Esperamos que os americanos cumpram com seu dever de retirar os subsídios", disse o governo perante à OMC.

(de http://www.estadao.com.br/economia/not_eco193148,0.htm)

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Oitavo Mandamento: Mentirás (?)

Vejam só... Diz exatamente o que eu penso a respseito dessa história toda. Triste verdade!


OITAVO MANDAMENTO: MENTIRÁS


UMA MENTIRA - Até há pouco tempo, os grandes meios nos presenteavam, diariamente, com cifras alegres sobre a luta internacional contra a pobreza. A pobreza estava batendo em retirada, embora os pobres, mal informados, não soubessem da boa notícia. Os burocratas melhor pagos do planeta estão confessando, agora, que os mal informados eram eles. O Banco Mundial divulgou a atualização de seu International Comparison Programa. Do trabalho participaram, além do Banco, o Fundo Monetário Internacional, as Nações Unidas, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento econômico e outras instituições filantrópicas, nele os especialistas corrigem alguns errinhos dos informes anteriores. Entre outras coisas, ficamos sabendo agora que os pobres mais pobres do mundo, os “indigentes”, somam quinhentos milhões a mais do que os que apareciam nas estatísticas. Além disso, tomamos conhecimento de que os países pobres são muito mais pobres do que diziam os números, e que sua desgraça piorou enquanto o Banco Mundial lhes vendia a pílula da felicidade do mercado livre. E como se fosse pouco, a desigualdade universal entre pobres e ricos foi mais medida, e em nível planetário o abismo ainda é mais profundo do que o do Brasil, sim, há países injustos.

OUTRA MENTIRA - Ao mesmo tempo, um ex-vice-presidente do Banco Mundial, Joseph Stiglitz, em um trabalho conjunto com Linda Bilmes, pesquisou o custo da guerra do Iraque. O presidente George W. Bush havia anunciado que a guerra poderia custar, no máximo, US$ 50 bilhões, o que à primeira vista não parecia muito em se tratando da conquista de um país tão rico em petróleo. Eram números redondos, ou melhor, quadrados. A carnificina do Iraque dura mais de cinco anos, e neste período os Estados Unidos gastaram US$ 1 bilhão matando civis inocentes. Desde as nuvens, as bombas matam sem saber quem. Sob a mortalha de fumaça, os mortos parecem não saber o motivo. Aquele número de Bush basta apenas para financiar um trimestre de crimes e discursos. A quantia mentia, a serviço desta guerra, nascida de uma mentira, que continua mentindo.

E MAIS UMA MENTIRA - Quando todo mundo já sabia que no Iraque não havia mais armas de destruição em massa além das usadas por seus invasores, a guerra continuou, embora tenha esquecido seus pretextos. Então, em 14 de dezembro de 2005, os jornalistas perguntaram quantos iraquianos morreram nos dois primeiros anos de guerra. E o presidente Bush falou do tema pela primeira vez. Respondeu: “Cerca de 30 mil, mais ou menos”. E a seguir fez uma piada, confirmando seu sempre oportuno senso de humor, e os jornalistas riram. No ano seguinte reiterou o número. Não esclareceu que os 30 mil se referiam aos civis iraquianos cuja morte apareceram nos jornais. O número real era muito maior, como ele bem sabia, porque a maioria das mortes não é publicada, e embora também soubesse que entre as vítimas havia muito idosos e crianças. Essa foi a única informação proporcionada pelo governo dos Estados Unidos sobre a prática do tiro ao alvo contra civis iraquianos. O país invasor só considera a conta, detalhada, de seus soldados que tombaram. Os demais são inimigos, ou danos colaterais, que não merecem ser contados. E, em todo caso, contá-los seria perigoso: essa montanha de cadáveres poderia causar má impressão.

E UMA VERDADE - Bush vivia seus primeiros tempos na presidência quando em 27 de julho de 2001 perguntou aos seus compatriotas: Vocês podem imaginar um país que não seja capaz de cultivar alimentos suficientes para alimentar sua população? Seria uma nação exposta a pressões internacionais. Seria uma nação vulnerável. E por isso, quando falamos da agricultura americana, na realidade falamos de uma questão de segurança nacional. Dessa vez, o presidente não mentiu. Ele defendia os fabulosos subsídios que protegem o campo de seu país. “Agricultura americana” significava, e significa, nada mais do que “agricultura dos Estados Unidos”. Entretanto, é o México, outro país americano, o que melhor ilustra seus acertados conceitos. Desde que assinou o tratado de livre comércio com os Estados Unidos, o México não cultiva alimentos suficientes para as necessidades de sua população, é uma nação exposta a pressões internacionais e é uma nação vulnerável, cuja segurança nacional corre grave risco? Atualmente, o México compra dos Estados Unidos US$ 10 bilhões de alimentos que poderia produzir; Os subsídios protecionistas tornam impossível a competição; As tortilhas mexicanas continuam sendo mexicanas pelas bocas que as comem, mas não pelo milho da qual são feitas, importado, subsidiado e transgênico; O tratado havia prometido prosperidade comercial, mas a carne humana, camponeses arruinados que emigram, é o principal produto mexicano de exportação. Há países que sabem se defender. São poucos. Por isso são ricos. Há outros treinados para trabalhar por sua própria perdição. São quase todos só demais. Por Eduardo Galeano, escritor e jornalista uruguaio, autor de As veias abertas da América Latina, Memórias do fogo e Espelhos/Uma historia quase universal. (Envolverde/IPS).

(via Jornal Absoluto de 14/04/2008)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Foi o que eu sempre pensei: EUA não são capazes de enfrentar insurgência islâmica.

Só a burrice pode levar os EUA a esta armadilha.

EUA não são capazes de enfrentar insurgência islâmica

'Americanos devem modificar prioridades e financiamento para melhorar Governo civil e impulsionar forças locais'

Efe

WASHINGTON - As forças militares americanas não têm capacidade de enfrentar a ameaça da insurgência islâmica, assegurou nesta segunda-feira, 11, um relatório da Corporação Rand, solicitado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

O relatório indicou que "no melhor dos casos a intervenção e ocupação dos Estados Unidos no mundo muçulmano são inadequadas. No pior, são contraprodutivas e inviáveis".

O objetivo do relatório pedido pelo Pentágono à Corporação Rand, um organismo privado sem fins lucrativos, era de realizar uma revisão de sua estratégia destinada a lutar contra a insurgência.

"Os Estados Unidos deveriam modificar suas prioridades e financiamento a fim de melhorar o Governo civil e impulsionar as forças locais de segurança (...) capacidades que não se viram no Iraque e Afeganistão", assinalou o relatório.

"O extremismo violento no mundo muçulmano é a maior ameaça para a segurança que os EUA enfrentam", disse David C. Gompert, principal autor do relatório.

"Como esta ameaça provavelmente persistirá e aumentará, é importante compreender o fato de que os Estados Unidos não estão capacitados neste momento a enfrentar o desafio", acrescentou.

O estudo assinalou que quando é infectada pelo extremismo religioso, a insurgência torna-se mais violenta, resistente aos acordos, mais difícil de ser derrotada e provavelmente mais propagada.

A mensagem jihadista aos insurgentes locais é a de que sua "fé e sua pátria estão sob ataque do Ocidente e é preciso se unir para defender a causa maior do Islã. Isto faz com que a intervenção militar não seja apenas custosa, mas também perigosa", indicou o relatório.

Por outra parte, o texto admitiu que o recente aumento de tropas melhorou a segurança no Iraque, colocando porém que "seria um grande erro concluir que os Estados Unidos precisam de maior força militar para derrotar as insurgências islâmicas".



"Basta analisar a precária situação em que se encontra o Paquistão para perceber as limitações da força militar americana e o perigo de confiar demais nela", disse.



Os autores do relatório citam cerca de 90 conflitos ocorridos após a Segunda Guerra Mundial que mostram que a forma mais segura de derrotar a insurgência é através de Governos locais representativos, competentes e honestos.



"As forças estrangeiras não podem substituir os governos locais e podem até mesmo enfraquecer sua legitimidade", disse John Gordon, outro autor do relatório.



Mas quando se trata de construir esta capacidade civil no exterior os "Estados Unidos são alarmantemente fracos", indicou Gompert.

Acrescentou que para resolver este problema, o governo americano precisaria de um considerável aumento de sua capacidade civil, novas regras organizativas e políticas de pessoal mais flexíveis.

Nesse sentido, os autores do relatório estimam que os Estados Unidos teriam que desdobrar milhares de profissionais civis e destinar bilhões de dólares a mais à ajuda estrangeira a fim de enfrentar a insurgência.

"Essas necessidades dos EUA se reduziriam à metade se seus aliados e os organismos internacionais igualassem seus esforços", indica o relatório.

(do Estadão OnLine: http://www.estadao.com.br/internacional/not_int123154,0.htm)